Trump diz que quer uma investigação 'honesta' sobre morte de enfermeiro em Minneapolis, mas o critica por porte de arma

 

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O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta terça-feira que acompanha de perto a "grande investigação" sobre o assassinato do enfermeiro Alex Pretti, morto por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em Minneapolis no sábado, acrescentando que quer uma apuração "honrosa e honesta" sobre o caso.

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— Quero acompanhar a investigação. Vou estar de olho nela e quero uma investigação muito honrosa e honesta. Preciso ver com meus próprios olhos — disse o presidente ao sair da Casa Branca.

Porém, o presidente novamente o culpou por portar uma arma legalmente permitida que lhe foi apreendida antes de ser fatalmente baleado.

— Não se pode entrar armado. Não se pode fazer isso — acrescentou, antes de classificar a morte de Pretti como "um incidente muito lamentável".

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Trump não ofereceu detalhes sobre a investigação federal, mas os detalhes que surgiram até agora em documentos judiciais indicam que ela se limita a uma revisão do "uso da força", e não a uma investigação mais ampla que examinaria se os agentes devem enfrentar acusações criminais.

Autoridades estaduais reclamaram que, inicialmente, a polícia local teve o acesso ao local e às provas negado e pediram a um juiz que obrigue o governo federal a cooperar com a investigação estadual sobre a morte de Pretti.

Trump e seus principais assessores têm enfrentado duras críticas tanto pelas ações dos agentes quanto pelas descrições feitas por funcionários do governo de que Pretti era um "terrorista doméstico" quase imediatamente após ser morto. Stephen Miller, chefe de gabinete adjunto de Trump, descreveu o Pretti como um "assassino" — uma caracterização com a qual Trump disse, na terça-feira, discordar.

A ampla repercussão negativa pressionou a Casa Branca. Após a morte de Pretti, Trump enviou seu principal responsável pela fiscalização da fronteira, Tom Homan, a Minneapolis na segunda-feira e adotou um tom mais conciliatório do que o inicial, numa tentativa de amenizar a indignação nacional causada pelo segundo assassinato de um cidadão americano que protestava contra as operações militares de imigração neste mês.

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Homan se reuniu nesta terça-feira com o governador Tim Walz, de Minnesota, cujo gabinete afirmou em um comunicado que ambos "concordaram sobre a necessidade de um diálogo contínuo". O gabinete do governador acrescentou que Walz e Homan concordaram em continuar trabalhando para alcançar os objetivos do estado: uma redução rápida das forças federais no estado e investigações imparciais sobre as mortes de Pretti e de Renee Good, uma mulher de Minneapolis morta a tiros por um outro agente do ICE no início deste mês.

Com New York Times e AFP.