Trump diz que quer transformar Canadá, Groenlândia e Venezuela em estados americanos
Em um jantar realizado em um tradicional clube de Washington DC com membros importantes da política e da economia dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump voltou a falar sobre a anexação de outros países.
Ele disse agora que quer transformar o Canadá, Groenlândia e Venezuela em estados americanos.
'Nunca foi minha intenção converter a Groenlândia no estado número 51. Quero converter o Canadá no estado número 51. A Groenlândia será o estado número 52. A Venezuela pode ser o estado número 53', disse ele no evento nesse domingo (1).
A afirmação aconteceu em um momento que Trump discursava para os convidados. A informação foi divulgada por diversos veículos da imprensa americana, citando presentes no evento.
Trump vem em uma ofensiva contra os três locais nos últimos meses. Em relação à Venezuela, conseguiu prender o presidente Nicolás Maduro e diz que mantém negociações com o atual governo no país.
Já sobre a Groenlândia há uma disputa com a Dinamarca, especialmente, e outros países europeus que controlam parte do território. Trump afirma que a região é alvo de influências da China e da Rússia.
Por fim, o Canadá é outro local que o republicano comenta desde que retornou ao cargo, em 2025. Apesar disso, o governo canadense rechaça qualquer acordo ou anexação por parte dos EUA. A situação, inclusive, fez ascender um movimento de defesa do território, com o premiê Mark Carney sendo eleito justamente por esse discurso.
Rubio diz que EUA não pretendem tomar medidas militares na Venezuela
Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio
Andrew Harnik / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
O secretário de Estado americano, Mark Rubio, afirmou nesta quarta-feira (28) que o presidente Donald Trump “nunca descarta as opções que tem na mesa”, mas tentou tranquilizar ao dizer que o governo americano não pretende tomar qualquer medida militar na Venezuela.
Mais cedo, Rubio prestou esclarecimentos à Comissão de Relações Exteriores do Senado americano para explicar a operação de 3 de janeiro na Venezuela, que levou à captura de Nicolás Maduro. Ele também abordou os próximos passos do governo Trump no país sul-americano.
Um trecho do depoimento havia sido divulgado previamente pelo Departamento de Estado e trazia ameaças bem contundentes contra a presidente interina, Delcy Rodrigues. O documento dizia até que ela poderia ser deposta, assim como ocorreu com Maduro, caso não cooperasse com os Estados Unidos.
No entanto, Rubio acabou desviou desse discurso e minimizou o tom. Questionado pelos senadores sobre a influência americana na Venezuela, ele respondeu que a cooperação com os Estados Unidos está alinhada aos interesses do país sul-americano, baixando o tom da retórica.
O secretário também ressaltou que não há uma ocupação americana na Venezuela, argumento que o governo Trump tem usado como parte da justificativa para não ter obtido a aprovação do Congresso antes da operação. A ação militar não foi previamente notificada aos congressistas, o que acabou irritando democratas da oposição e também alguns republicanos da base do governo.
Rubio ainda falou sobre o petróleo venezuelano. Segundo ele, os Estados Unidos estão depositando os lucros da venda do petróleo em uma conta bancária de curto prazo, no Catar. De acordo com o secretário, essa receita deve ajudar a financiar serviços essenciais do governo venezuelano, como policiamento, saneamento e também medicamentos que o governo interino prometeu comprar diretamente dos Estados Unidos.
Por fim, Rubio declarou que os Estados Unidos vão estabelecer uma presença diplomática na Venezuela muito em breve.
