Trump diz que iranianos 'estão dispostos a sofrer' para serem livres

 

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O presidente americano, Donald Trump, afirmou, nesta segunda-feira (6), que os iranianos estão dispostos a sofrer para serem livres, e que os Estados Unidos interceptaram comunicações nas quais os cidadãos daquele país pedem a continuação dos bombardeios.


Os iranianos "estão dispostos a sofrer para ter liberdade", disse o republicano durante uma coletiva de imprensa, um dia antes de vencer o prazo fixado para as 20h00 (21h00 de terça-feira em Brasília) para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, caso não queira que os Estados Unidos destruam todas as infraestruturas energéticas e as pontes do país.


Donald Trump advertiu que o Irã "inteiro" poderia ser "eliminado em uma única noite, e essa noite poderia muito bem ser a de amanhã (terça-feira)", prazo em que expira um ultimato para que Teerã reabra o Estreito de Ormuz.


Posteriormente, declarou que os Estados Unidos têm um plano que poderia destruir todas as pontes e todas as usinas de energia do Irã em "quatro horas".


EUA usou mais de 170 aeronaves para resgatar dois pilotos 


Os Estados Unidos usaram mais de 170 aeronaves para resgatar os dois pilotos de um avião de combate derrubado na sexta-feira no Irã, assegurou Trump.


O presidente americano ameaçou com a prisão um veículo de comunicação ao qual não identificou, caso o mesmo não revele a identidade da pessoa que vazou informação sobre um piloto americano perdido no Irã depois que um caça F-15E foi derrubado.


A Agência Central de Inteligência (CIA) realizou uma "operação de desinformação" para semear confusão durante a operação de resgate de dois pilotos americanos no Irã, declarou o diretor da agência, John Ratcliffe.


Donald Trump, afirmou ter enviado armas para manifestantes no Irã, mas assegurou que um "certo grupo de pessoas" as reteve, após acusar os curdos de terem feito isso no domingo.


"Enviamos armas, muitas armas, que eram destinadas aos (iranianos) para que pudessem lutar contra aqueles bandidos" no governo, disse o mandatário americano. "As pessoas para quem as enviamos as retiveram", acrescentou, alertando que está "muito irritado com um certo grupo de pessoas" e que elas pagarão um preço alto.


Um repórter da Fox News afirmou no domingo que Trump lhe disse que grupos curdos que desafiam o governo no Irã se apoderaram das armas enviadas para os manifestantes.


Trump diz não estar "preocupado" com possíveis crimes de guerra 


Trump afirmou que não está "preocupado" com a possibilidade de os Estados Unidos cometerem crimes de guerra caso ataquem infraestruturas civis iranianas, como instalações de energia.


"Não estou preocupado com isso. O que é crime de guerra é permitir que um país doente, com líderes dementes, possua uma arma nuclear", disse ele a repórteres na Casa Branca.


Republicano diz que proposta de cessar-fogo com Irã 'não é suficiente'


O presidente dos Estados Unidos disse que a proposta para um cessar-fogo com o Irã "não é suficiente", mas destacou que o plano é "muito significativo".


Mais cedo, a Casa Branca confirmou ter recebido uma proposta de mediadores para um cessar-fogo de 45 dias com o Irã, mas detalhou que o presidente Trump "não a validou".


 Irã rejeita proposta de cessar-fogo


O Irã rejeitou uma proposta de trégua com mediação do Paquistão, informou, nesta segunda, a agência de notícias Irna, sem dar detalhes sobre a fonte ou revelar o conteúdo do plano.


Na sua resposta, o Irã "rejeita um cessar-fogo e insiste na necessidade de pôr fim definitivamente ao conflito", acrescentou.


Duas petroquímicas são bombardeadas no Irã 


Várias explosões foram ouvidas no complexo petroquímico South Pars, em Asaluyeh, um local crucial para a indústria energética do Irã, ao lado de um importante campo de gás.


Israel afirmou que bombardeou o local, que descreveu como "um alvo-chave responsável por quase metade da produção petroquímica do país".


Mais tarde, uma segunda central petroquímica, em Marvdasht, perto da cidade de Shiraz, foi bombardeada.