Trump diz que Irã não tem planos de executar manifestantes
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou, nesta quarta-feira (14), que o Irã "não tem planos de execuções" e que "os assassinatos pararam" no país. O líder se recusou a especificar quem havia fornecido as garantias, dizendo apenas que havia sido "informado por fontes muito importantes do outro lado".
Nos últimos dias, o Irã levantou a possibilidade de executar o manifestante iraniano Erfan Soltani, de 26 anos, que havia sido detido há menos de uma semana, de acordo com um membro da família e o Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Até o momento, não há informações de que a execução, marcada para esta quarta, tenha acontecido. Um correspondente da emissora britânica Channel Four disse que conversou com familiares de Efran e que a execução foi adiada, mas ainda não há um pronunciamento do governo iraniano ou americano sobre isso.
Nesta terça-feira (13), em uma entrevista a uma TV americana, Trump havia dito que os Estados Unidos vão adotar “medidas muito duras” caso o Irã comece a enforcar manifestantes. Nesta quarta, porém, embora Trump tenha se recusado a descartar uma ação militar contra o Irã, ele apenas disse que se houver alguma execução no país persa, ele "ficaria muito chateado".
Pelo menos 2,4 mil manifestantes foram mortos desde o início da repressão no Irã, no mês passado, segundo a agência de notícias Human Rights Activists News Agency (HRANA), sediada nos Estados Unidos. O número, porém, pode ser bem maior e já passar de 3 mil.
Nesta quarta, o chefe do Judiciário iraniano anunciou que o regime teocrático pretende televisionar os julgamentos de manifestantes presos. E um oficial iraniano de alto escalão afirmou à agência de notícias Reuters que o Irã vai atacar bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio caso seja bombardeado e já avisou os países vizinhos sobre a decisão.
