Trump diz que EUA evitam atacar certos alvos no Irã: 'nunca conseguiriam reconstruir o país'
O presidente norte-americano Donald Trump afirmou, nesta quarta-feira (11), que o que gostaria de ver os Estados Unidos realizando na guerra contra o Irã antes do fim do conflito é “mais do mesmo”. Segundo ele, os EUA estão adiando ataques fortíssimos a certos alvos no Irã, que, na visão do presidente, impediriam o país de algum dia se reconstruir.
'Estamos deixando certas coisas, que se as retirarmos — e podemos retirá-las... em uma hora — eles literalmente nunca mais conseguiriam reconstruir esse país', disse Trump.
Ele disse ainda que os EUA estão adiando o cumprimento de certas metas, referindo-se ostensivamente àquelas relacionadas à produção de energia.
Recentemente, os EUA demonstraram irritação com ataques de Israel a esses locais no início da semana, quando as Forças de Defesa israelenses bombardearam uma instalação de combustível perto de Teerã.
Trump se recusou a comentar se o conflito seria encerrado antes de eliminar o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, ou de recuperar os estoques iranianos de urânio altamente enriquecido.
O presidente também pediu que as companhias petrolíferas retomem o tráfego pelo Estreito de Ormuz, que o Irã tem tentado bloquear, afirmando que as forças americanas já removeram praticamente todas as minas que haviam sido colocadas na região.
Ao ser questionado sobre um relatório que responsabiliza os EUA pelo ataque mortal a uma escola primária iraniana, Trump respondeu: 'Não sei sobre isso'.
'Cometemos um erro', diz parlamentar republicano sobre ataque dos EUA que atingiu escola no Irã
O senador republicado dos Estados Unidos John Kennedy pediu desculpas nesta terça-feira (10) pelo que descreveu como um ataque americano a uma escola no Irã, incidente que, segundo ele, teria provocado a morte de mais de 160 pessoas.
'Foi terrível. Cometemos um erro', disse Kennedy aos repórteres no Capitólio. Outros países fazem esse tipo de coisa intencionalmente, como a Rússia. Nós jamais faríamos isso intencionalmente. Acho que o Departamento está investigando o caso agora, e eu sinto muito. Sinto muito mesmo que isso tenha acontecido', disse ele.
Kennedy é o primeiro legislador republicano a admitir a possível responsabilidade americana pelo bombardeio, ocorrido em Minab, no sul do Irã, no primeiro dia da atual guerra entre os dois países.
Enquanto o Pentágono mantém que a investigação ainda está em curso, análises independentes e imagens preliminares indicam que o ataque pode ter sido causado por um míssil Tomahawk de fabricação americana, lançado durante bombardeios contra alvos militares iranianos nas proximidades da escola.
O presidente dos EUA, Donald Trump, questionou a versão de culpa americana, sugerindo inicialmente que o ataque poderia ter sido promovido pelo Irã, mas depois admitiu que o caso está 'sob investigação'.
Oriente Médio: Trump diz que empresas petrolíferas devem usar o Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (11) que empresas petrolíferas devem usar o Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, no Oriente Médio. Trump foi questionado por jornalistas antes de embarcar no Marine One, na Casa Branca, em Washington.
Trump não respondeu a um questionamento sobre os Estados Unidos se declararem vitoriosos no conflito, mas afirmou mais cedo em uma entrevista ao site americano Axios que terminará a guerra no Irã quando ele quiser.
O republicano ainda disse que a guerra com o Irã terminará "em breve" porque "praticamente não há mais nada para atacar".
