Trump divulga foto de Maduro a bordo de navio americano

 

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O presidente americano Donald Trump compartilhou, neste sábado, uma nova imagem na rede Truth Social que, segundo ele, mostra "Nicolás Maduro a bordo do USS Iwo Jima", navio que ele afirmou anteriormente à Fox News estar trazendo o líder venezuelano para os Estados Unidos.

A imagem mostra o que parece ser Maduro, usando uma máscara para os olhos e fones de ouvido, vestindo um agasalho cinza.

Trump compartilha imagem que diz mostrar Maduro a bordo do Iwo Jima

Reprodução | Truth Social

Trump informou que líder venezuelano segue rumo a Nova York, onde será julgado por quatro crimes, incluindo narcoterrorismo. Além disso, o presidente americano afirmou que ainda está decidindo sobre o futuro da Venezuela, mas assegurou que ninguém do regime Maduro tomará o poder do país sul-americano. Mais detalhes serão apresentados em uma coletiva de imprensa marcada para às 11h (13h em Brasília), em Mar-a-Lago, na Flórida.

— Não podemos correr o risco de deixar outra pessoa governar e simplesmente assumir o que [Maduro] deixou para trás. Portanto, estamos tomando essa decisão agora. Estaremos muito envolvidos nisso — afirmou Trump.

Segundo Trump, Maduro e sua esposa foram capturados em Caracas pelos agentes que participavam do ataque. Ambos foram, então, levados por um helicóptero das Forças Armadas até o Iwo Jima.

O presidente também revelou que o ataque dos EUA à Venezuela estava previsto para ocorrer quatro dias atrás, mas foi adiado por conta de condições climáticas.

Nenhum americano foi morto, mas alguns ficaram feridos durante a tentativa de capturar Maduro em um local que Trump descreveu como "fortemente fortificado". O presidente acrescentou que um helicóptero foi atingido durante a operação, mas nenhuma aeronave foi perdida.

— Era muito complexo, extremamente complexo — disse.

O ataque

Trump anunciou neste sábado que forças americanas realizaram um "ataque de grande escala" contra a Venezuela e capturaram Maduro e a esposa dele, Cilia Flores, no ápice da escalada militar americana contra o país sul-americano desde o início da campanha de pressão iniciada em setembro do ano passado. Bases militares em Caracas e ao menos outros três estados foram bombardeadas, segundo fontes venezuelanas, sem que haja um balanço inicial de vítimas civis e militares. O republicano afirmou que Maduro e Cilia foram retirados do país, enquanto a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, antecipou que ambos serão julgados em território americano por denúncias que incluem narcoterrorismo.

"Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi, juntamente com sua esposa, capturado e retirado do país. Esta operação foi realizada em conjunto com as forças de aplicação da lei americanas. Mais detalhes em breve. Haverá uma coletiva de imprensa hoje, às 11h [13h em Brasília], em Mar-a-Lago. Agradeço a sua atenção!", escreveu Trump em uma publicação em seu perfil na Truth Social.

Em uma breve entrevista ao New York Times, minutos após a publicação da rede social, Trump comemorou o "muito bom planejamento" para a missão e as "tropas e pessoas excelentes" que estiveram na linha de frente, classificando como uma "operação brilhante". Por telefone — em uma chamada que durou 50 segundos, de acordo com a reportagem —, o presidente se negou a dizer se recebeu autorização do Congresso para agir, e disse que novos detalhes seriam divulgados apenas na coletiva de imprensa.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram helicópteros das Forças de Operações Especiais dos EUA sobrevoando Caracas durante a madrugada de sábado, enquanto múltiplas explosões iluminam o céu da capital venezuelana. Segundo relatos não confirmados, as aeronaves seriam helicópteros CH-47G Chinook, projetados para operações secretas, e teriam atuado durante ataques que, segundo o governo venezuelano, atingiram os estados Miranda, Aragua e La Guaira, além de Caracas.

Ao menos sete explosões e ruídos semelhantes ao sobrevoo de aviões foram relatados por volta das 02h (03h em Brasília), em Caracas. De acordo com fontes locais ouvidas pelo GLOBO, alguns dos alvos seriam a base militar de La Carlota, da Força Aérea venezuelana, e o Forte Tiuna, maior complexo militar do país. Outro alvo do ataque foi o Quartel da Montanha, mausoléu onde está enterrado o ex-presidente Hugo Chávez.