Trump defende que Irã não ter armas nucleares é condição mínima para acordo

 

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que 'não haverá acordo' com o Irã se o país continuar a desenvolver armas nucleares e afirmou que o conflito poderá terminar 'em breve'. As afirmações foram feitas em uma entrevista transmitida nesta quarta-feira (15) pela Fox Business.

Ele descreveu a atual liderança do Irã como 'um novo regime' e 'bastante razoável em comparação', embora tenha afirmado que o resultado final do conflito permanece incerto.

O republicano afirmou que as forças americanas infligiram grandes danos ao Irã, acrescentando: 'Tudo foi aniquilado. Eles não têm força aérea, nem radar'.

Trump também afirmou que os Estados Unidos têm capacidade para atacar a infraestrutura do Irã, mas não desejam uma escalada do conflito.

'Poderíamos destruir todas as pontes deles em uma hora, todas as usinas elétricas deles. Não queremos fazer isso'.

Ele também afirmou não ter recebido nenhuma reação negativa de outros países em relação às ações dos EUA na região, incluindo as medidas que afetam o Estreito de Ormuz.

Representantes dos Estados Unidos e do Irã podem se reunir até esta quinta-feira (16) para uma nova rodada de negociações sobre o fim da guerra.

O presidente Donald Trump disse que o encontro poderia ocorrer nos próximos dois dias no Paquistão. O objetivo diplomático é fechar um acordo antes do fim do cessar-fogo de duas semanas, que expira na terça-feira.

Enquanto isso, os militares americanos afirmam ter paralisado completamente o comércio econômico de entrada e saída do Irã por via marítima, com o bloqueio no Estreio de Ormuz.

EUA enviam milhares de soldados adicionais para o Irã a fim de pressionar acordo, diz jornal

Exército dos Estados Unidos em frente a Casa Branca.

Matthew Hatcher / AFP

Os Estados Unidos estão enviando milhares de soldados adicionais para o Oriente Médio nos próximos dias, em uma tentativa de pressionar o Irã a chegar a um acordo, informou o jornal The Washington Post, citando autoridades americanas.

O destacamento inclui aproximadamente 6 mil soldados a bordo do porta-aviões USS George H.W. Bush e seus navios de guerra de apoio, segundo autoridades atuais e antigas. Outros 4,2 mil soldados, pertencentes ao Grupo Anfíbio de Prontidão Boxer e sua unidade de fuzileiros navais, a 11ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, devem chegar à região até o final do mês.

A estratégia ocorre em um momento em que o governo do presidente Donald Trump trabalha para impor um bloqueio marítimo contra o Irã, segundo a reportagem.

Essa medida faz parte de esforços mais amplos para pressionar Teerã a chegar a um acordo para pôr fim ao conflito, enquanto os Estados Unidos também consideram outras opções militares caso o frágil cessar-fogo não se mantenha.