Trump defende Bill e Hillary Clinton sobre depoimento no caso Epstein: 'acho uma pena'

 

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou uma defesa e simpatia pelo ex-presidente americano Bill Clinton e sua esposa e ex-adversária de Trump, Hillary Clinton. Os dois concordaram em depor no Congresso após serem citados no caso Epstein.

A Câmara ameaçou que, caso eles não fossem, poderiam ser considerados culpados por desacato criminal.

O nome de Bill aparece em diversos momentos nos arquivos. São correspondências e registros de voos relacionados à ampla rede de contatos de Epstein. Ele nega qualquer irregularidade no caso.

Questionado sobre o caso, Trump afirmou sobre o ex-presidente que achava 'uma pena, para ser honesto'. Completou dizendo que sempre 'gostou dele'.

'Ela? Sim. Ela é uma mulher muito capaz, melhor em debates do que algumas outras pessoas, posso garantir. Ela era mais inteligente, uma mulher inteligente', falou sobre Hillary, que disputou a eleição presidencial com ele em 2016 e foi fortemente atacada.

Sobre a menção de Elon Musk e do Secretário de Comércio, Howard Lutnick, nos arquivos, Trump disse que tinha certeza de não haver problemas. 'Caso contrário, teria sido manchete de primeira página', completou.

Trump manteve sua posição de que nunca foi 'amigável' com Epstein.

'Agora que nada veio à tona sobre mim, além da conspiração contra mim, literalmente, orquestrada por Epstein e outras pessoas, acho que é hora de o país talvez se concentrar em outra coisa', afirmou ele a repórteres nessa terça-feira (3).

Bill e Hillary Clinton aceitam depor em investigação sobre Jeffrey Epstein

Jeffrey Epstein ao lado de Bill Clinton.

Reprodução

O ex-presidente Bill Clinton e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton concordaram em depor no Congresso dos Estados Unidos na investigação sobre o caso Jeffrey Epstein.

O empresário morto em 2019 quando estava na prisão foi condenado por crimes sexuais e acusado de comandar um esquema de abuso e tráfico de meninas menores de idade.

Em janeiro, o casal Clinton divulgou uma carta afirmando que sofria perseguição do presidente do Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, um deputado do Partido Republicano. Nesta segunda (2), porém, os dois mudaram de ideia e decidiram prestar depoimento no colegiado.

A ida é considerada uma vitória dos republicanos, por desviarem o foco sobre a ligação de Epstein com Donald Trump. Fotos dos arquivos do caso Epstein mostram que tanto Trump quanto Clinton se encontraram com o milionário em diversas ocasiões.

Segundo o The New York Times, em uma das imagens, Bill Clinton aparece em uma banheira de hidromassagem ao lado de uma pessoa com o rosto borrado. Em outra, o ex-presidente está em um avião ao lado de uma mulher, também com o rosto borrado, usando camisola.

O porta-voz de Clinton afirmou que o ex-presidente rompeu relações com Epstein muito antes de os crimes virem à tona.

Os novos arquivos divulgados na última sexta-feira também fazem menção a Donald Trump, que foi um amigo próximo de Epstein até o início dos anos 2000.

Nesta segunda (2), após o governo publicar mais de três milhões de páginas sobre a investigação, Trump disse que nunca foi à ilha onde Epstein abusava das vítimas e ameaçou processar opositores que o ligam ao caso.