Trump considera rever apoio ao controle do Reino Unido nas Malvinas pela falta de apoio a guerra

 

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Os Estados Unidos estão considerando rever a reivindicação britânica sobre as Ilhas Malvinas como punição pela falta de apoio na guerra contra o Irã. As informações estão em uma reportagem da agência de notícias Reuters.

Um e-mail interno do Pentágono que vazou sugeriu uma revisão da posição de Washington sobre a reivindicação britânica das ilhas, enquanto autoridades americanas buscam opções para punir os aliados da OTAN por sua resposta ao início do conflito no Oriente Médio.

O memorando, que também considera a suspensão da Espanha da aliança, expressa frustração com a pouca ajuda ou recusa de certos aliados em apoiar a ação militar de Washington contra Teerã.

Trump vem criticando nas últimas semanas a OTAN de forma recorrente pelos aliados não participarem do conflito, chamando a aliança de 'tigre de papel' e ameaçando a retirada. Além disso, ele atacou o premiê britânico, Keir Starmer, em algumas ocasiões.

Um funcionário do governo americano afirmou à agência de notícias Reuters que essas opções estão sendo discutidas em altos escalões dentro do Pentágono .

O memorando expôs as tensas relações entre o Reino Unido e o governo Trump, pois inclui uma opção para reavaliar o apoio diplomático dos EUA a antigas 'possessões imperiais' europeias, como as Ilhas Malvinas.

O site do Departamento de Estado afirma que as ilhas são administradas pelo Reino Unido, mas ainda são reivindicadas pela Argentina, cujo presidente, Javier Milei, é um aliado de Trump.

Os dois países travaram uma breve guerra em 1982 pelas ilhas, após uma tentativa fracassada da Argentina de conquista. Cerca de 650 soldados argentinos e 255 soldados britânicos morreram antes da rendição da Argentina.

Cessar-fogo entre Israel e Líbano é prorrogado por três semanas, anuncia Trump

Bombardeio de Israel no Líbano.

AFP

O cessar-fogo entre Israel e Líbano foi prorrogado por três semanas. A informação foi divulgada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Trump também disse que espera receber para um encontro, em breve, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente do Líbano, Joseph Aoun.

A decisão foi tomada após um encontro entre representantes de alto escalão dos países na Casa Branca. O republicano afirmou que, além dele, também participaram da reunião no Salão Oval o vice-presidente americano, JD Vance, o secretário de Estado, Marco Rubio, e os embaixadores do Líbano e de Israel.

Trump acrescentou que os Estados Unidos trabalharão com o Líbano para ajudá-lo a se proteger do grupo Hezbollah, milícia apoiada pelo Irã no território libanês.

O encontro ocorreu em meio à troca de tiros entre as forças armadas israelenses e o Hezbollah, na quinta-feira, apesar do cessar-fogo que expiraria em poucos dias.

Os contínuos combates no Líbano têm prejudicado o progresso lento rumo a um acordo de paz mais amplo entre o Irã, os Estados Unidos e Israel. Teerã considera o cessar-fogo no território libanês uma condição essencial para um compromisso mais abrangente.