Trump chama troca de ataques entre EUA e Irã de 'tapa de amor' e promete 'grande explosão' sem acordo

 

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi questionado sobre a troca de ataques entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz em meio ao cessar-fogo. Afirmando que o cessar não foi finalizado, o republicano definiu os bombardeios como 'tapa de amor'.

Apesar disso, o presidente americano prometeu 'grandes explosões' em solo iraniano caso o país não assinasse um acordo.

'Se não houver cessar-fogo, vocês não vão precisar saber de nada. Vocês só vão ter que olhar para um grande clarão vindo do Irã. E é melhor que eles assinem o acordo logo', disse Trump, quando questionado sobre o que os ataques significavam para o cessar-fogo com o Irã.

O republicano continuou, e disse que o Irã 'precisa entender' que sem o acordo 'eles vão sofrer muito'.

Há cerca de um mês, Trump ameaçou que 'toda uma civilização morrerá esta noite, para nunca mais ser trazida de volta', antes de anunciar um cessar-fogo de duas semanas com o Irã.

Nesta quinta-feira, as forças americanas bombardearam instalações militares iranianas em resposta a ataques contra navios de guerra dos Estados Unidos que transitavam pela rota estratégica.

As declarações de Trump foram feitas depois que um porta-voz das forças armadas iranianas acusou os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo ao alvejar um petroleiro iraniano que se dirigia para o Estreito de Ormuz.

O presidente americano também ameaçou atacar o Irã com "mais força e violência" caso Teerã não assine um acordo para encerrar a guerra rapidamente.

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Novo mapa do Estreito de Ormuz, segundo divulgado pela Marinha iraniana.

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Uma avaliação confidencial da CIA, agência de inteligência dos EUA, concluiu que o Irã poderia resistir a um bloqueio naval americano no Estreito de Ormuz por pelo menos três a quatro meses antes de enfrentar dificuldades econômicas significativamente maiores.

As informações estão em uma reportagem do jornal The Washington Post.

A análise, preparada pela comunidade de inteligência dos EUA, foi entregue a funcionários do governo esta semana. Ela levanta novas questões sobre as avaliações públicas otimistas do presidente Donald Trump a respeito da eficácia da pressão militar e econômica dos EUA sobre Teerã.

O documento afirmou que as autoridades de inteligência também determinaram que o Irã mantém capacidades substanciais de mísseis balísticos, apesar de semanas de ataques dos EUA e de Israel contra infraestrutura militar e instalações de armamento.

De acordo com um funcionário americano, segundo o The Washington Post, o Irã mantém cerca de 75% de seus estoques de lançadores móveis anteriores à guerra e cerca de 70% de seus estoques de mísseis também anteriores à guerra.

Do outro lado, Trump vem afirmando repetidamente ter 'destruído' toda capacidade militar iraniana.

O funcionário afirmou que existem evidências de que o regime conseguiu recuperar e reabrir quase todas as suas instalações subterrâneas de armazenamento, reparar alguns mísseis danificados e até mesmo montar alguns novos mísseis que estavam quase prontos quando a guerra começou.

O Washington Post noticiou que três autoridades americanas e um ex-funcionário confirmaram detalhes importantes das conclusões da inteligência sob condição de anonimato devido à sensibilidade do assunto.

Em declaração ao jornal, um alto funcionário da inteligência americana enfatizou a pressão que o bloqueio está exercendo sobre a economia e as forças armadas do Irã.

'O bloqueio do presidente está causando danos reais e cumulativos — interrompendo o comércio, esmagando a receita e acelerando o colapso econômico sistêmico. As forças armadas do Irã foram gravemente enfraquecidas, sua marinha destruída e seus líderes estão escondidos. O que resta é o apetite do regime pelo sofrimento da população civil — matando seu próprio povo de fome para prolongar uma guerra que já perdeu', disse o oficial.