Trump avalia operação para extrair urânio enriquecido do Irã, revela jornal

 

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está avaliando uma operação militar americana para extrair quase 450 quilos de urânio do Irã das usinas nucleares. A informação é do jornal The Wall Street Journal citando autoridades americanas.

A missão é considerada complexa e extremamente arriscada, já que um erro poderia levar a um vazamento. Além disso, há o risco de manter as forças americanas dentro do Irã por diversos dias.

Trump ainda não decidiu se dará a ordem, disseram as autoridades, acrescentando que ele está considerando o perigo para as tropas americanas. Mas o presidente permanece, de modo geral, aberto à ideia, segundo as autoridades, porque isso poderia ajudar a alcançar seu objetivo principal de impedir que o Irã desenvolva uma arma nuclear.

Segundo uma pessoa familiarizada com o pensamento de Trump, o presidente também incentivou seus assessores a pressionarem o Irã para que concorde em entregar o material como condição para o fim da guerra.

O presidente americano deixou claro em conversas com aliados políticos que os iranianos não podem manter o material e discutiu a possibilidade de apreendê-lo à força caso o Irã se recuse a entregá-lo na mesa de negociações.

'É função do Pentágono fazer os preparativos necessários para dar ao comandante-em-chefe a máxima margem de manobra. Isso não significa que o presidente tenha tomado uma decisão', disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, em um comunicado.

Antes de Israel e os EUA realizarem uma série de ataques aéreos contra o Irã em junho do ano passado, acreditava-se que o país possuía mais de 400 quilos de urânio altamente enriquecido a 60% e quase 200 quilos de material físsil a 20%, que é facilmente convertido em urânio enriquecido a 90%, próprio para armas nucleares.

Irã chama exigências de Trump para fim da guerra de 'excessivas' e 'descabidas'

Novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei.

Ahmad Al-Rubaye/AFP

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, voltou a afimar nesta segunda-feira (30) que o país 'não teve nenhuma negociação direta com os Estados Unidos até o momento'.

Segundo ele, em comentários divulgados pela agência de notícias semifoficial Tasnim, o que foi debatido até agora foram 'mensagens que recebemos por meio de intermediários, afirmando que os EUA querem negociar'.

Baqaei defendeu que 'não há como' acreditar nas afirmações dos diplomatas americanos, que ficam 'mudando de posição'.

'O Irã deixou clara sua posição desde o início, e sabemos muito bem qual é o quadro que estamos considerando. O material que nos foi transmitido contém exigências excessivas e descabidas'.

'As reuniões que o Paquistão realiza são uma estrutura que eles mesmos estabeleceram e da qual não participamos. É bom que os países da região se preocupem em pôr fim à guerra, mas devem ter cuidado com quem a iniciou', declarou.

Apesar disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em uma declaração para repórteres que o Irã teria concordado com a 'maioria' da lista de exigências dos EUA para o fim da guerra em 15 pontos.

'Eles estão concordando com o plano. Pedimos 15 coisas e, na maior parte, vamos pedir mais algumas', disse o republicano.

As residências de autoridades americanas e israelenses se tornaram 'alvos legítimos' para o Irã, declarou Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do comando militar conjunto do Irã. A afirmação ocorre depois que o país alertou o presidente dos EUA, Donald Trump, de que estava conduzindo tropas americanas para o 'pântano da morte', em meio a relatos de uma invasão terrestre.

Zolfaghari afirmou que militares e políticos americanos e israelenses residentes no Oriente Médio poderiam ser alvos de ataques, após relatos de que residências de iranianos teriam sido alvejadas.

Essas falas ocorrem após especulações de que oficiais do Pentágono estão se preparando para possíveis operações terrestres no Irã , que poderiam durar semanas, informou o The Washington Post no final de semana.

Milhares de fuzileiros navais americanos chegaram à região a bordo do USS Tripoli no sábado, de acordo com o Comando Central dos EUA .

No entanto, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou na sexta-feira (27) que os EUA poderiam atingir seus objetivos sem uma invasão terrestre.