Trump ameaça bombardear o Irã com 'intensidade' após secretário de Estado dizer que operação ofensiva acabou
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que as forças americanas voltarão a bombardear o Irã "em um nível e intensidade muito maiores do que antes" se Teerã não concordar em assinar um acordo de paz mediado pelo Paquistão. A declaração de Trump ocorre um dia depois de o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmar que a ofensiva contra o Irã havia sido encerrada, e que Washington estaria envolvida apenas em uma ação defensiva.
"Supondo que o Irã concorde em ceder o que foi acordado, o que talvez seja uma grande suposição, a já lendária Operação Fúria Épica chegará ao fim, e o altamente eficaz bloqueio permitirá que o Estreito de Ormuz fique ABERTO A TODOS, incluindo o Irã. Se não concordarem, os bombardeios começarão e, infelizmente, serão em um nível e intensidade muito maiores do que antes", escreveu o presidente americano em uma publicação na Truth Social.
Embora o método de negociação de Trump inclua frequentemente declarações ambíguas e ameaças como forma de fazer pressão, a sequência de declarações partindo da cúpula do governo revela certa inconsistência. Em uma carta endereçada ao Congresso americano na semana passada, o presidente garantiu que as hostilidades com o Irã foram "encerradas" após a entrada em vigor do cessar-fogo do início de abril — em uma estratégia que especialistas apontaram como uma tentativa de contornar a obrigatoriedade de buscar autorização dos parlamentares para usar as Forças Armadas.
*Matéria em atualização
