O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, em meio a declarações de CEOs de empresas de tecnologia defendendo uma desaceleração no desenvolvimento, que pretende criar uma Força de IA. Segundo ele, será anunciado um 'czar da IA' em uma estrutura similar a gerada na Space Force, que foi feita em seu primeiro mandato. Essa força servia para, segundo o presidente, defesa no espaço contra a China e a Rússia. O republicano disse estar aberto a regras de proteção, mas comentou que achava haver 'muitas forças negativas levantando isso, que não deveriam estar levantando isso'. Além disso, Trump publicou na rede social Truth Social que queria mudar o nome 'inteligência artificial'. Ele, então, abriu uma enquete pública sugerindo alguns nomes, como 'Inteligência Suprema', 'Inteligência Extrema' e 'Inteligência Superior'. Ele ainda escreveu que os alertas sobre a IA são uma 'farsa' de adversários políticos visando as eleições de meio de mandato dos EUA. IA está avançando para criar versões de si mesma, afirma Anthropic, criadora do Claude Empresa de inteligência artificial Anthropic. SEBASTIEN BOZON / AFP A empresa de inteligência artificial e criadora do Claude, Anthropic, afirmouque os sistemas de IA são cada vez mais capazes de construir versões futuras de si mesmos, aumentando as preocupações sobre os perigos da tecnologia. O debate sobre os riscos da IA se intensificou nos últimos meses, alimentado por diversos incidentes e alertas apocalípticos de profissionais do setor. A Anthropic afirmou que seu chatbot Claude agora lidera mais de um quarto de seu trabalho de pesquisa e desenvolvimento e colabora com funcionários humanos em mais de 90% das tarefas. A empresa afirmou que estava divulgando as informações para dar ao público, a terceiros e aos governos 'uma melhor visibilidade do ritmo do desenvolvimento da IA', visto que o mundo 'considera desacelerar' esse ritmo. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, pediu este mês uma desaceleração no desenvolvimento da IA, visto que os rápidos avanços na tecnologia alimentam preocupações com a perda de empregos, o aumento da demanda de energia e o impacto ambiental dos centros de dados. Os receios de que os criadores de agentes de IA pudessem perder o controle de suas criações também aumentaram depois que vários modelos da Anthropic e da concorrente OpenAI supostamente escaparam de seus ambientes confinados por conta própria, acessaram a internet e invadiram sites e plataformas. 'Modelos que aceleram seu próprio desenvolvimento podem tornar mais difícil para os humanos entenderem ou controlarem esses sistemas. Portanto, é importante compartilhar essas métricas para entender o quão perto o mundo está de alcançar o aperfeiçoamento recursivo (um modelo que constrói seu sucessor de forma totalmente autônoma)', disse a empresa em um relatório. Inteligência artificial Reprodução/Pexels Em agosto, Claude liderava 26% da pesquisa e desenvolvimento da Anthropic, o que significa que a empresa conseguia concluir a maior parte de uma tarefa do início ao fim com supervisão humana. A Anthropic afirmou que Claude ainda não conseguia operar 'de forma totalmente autônoma'. A empresa afirmou ter cerca de 30 mi agentes de IA realizando trabalhos de pesquisa e engenharia, referindo-se a bots com potencial para executar tarefas. A expectativa é que a Anthropic supere a OpenAI no mercado de ações com um IPO estrondoso ainda este ano, apesar das preocupações em torno da regulamentação do setor.
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Trump afirma querer criar uma 'Força de IA' e abre enquete para mudança de nome da inteligência artificial
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