Trump afirma que 'não se importa nem um pouco' com a OTAN: 'se um dia eu precisar, eles não estarão lá'
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (2) que 'não se importava nem um pouco' com a OTAN, depois de sugerir em entrevista ao The Telegraph que estava considerando seriamente retirar os EUA da aliança militar.
A nova afirmação foi feita em uma entrevista ao site Politico. Segundo ele, a organização 'não estava lá', por isso 'não há nenhuma frustração', já que ele 'não se importa nem um pouco'.
'Eu não precisei deles. Mas se algum dia eu precisasse, eles não estariam lá. E tínhamos muito dinheiro todos os anos na OTAN, então aprendi muito. O país também aprendeu, os Estados Unidos também, e a OTAN é... a OTAN é um tigre de papel'
O presidente norte-americano Donald Trump disse nesta quarta-feira (1º) que considera seriamente retirar os Estados Unidos da OTAN, a aliança militar com os europeus.
A fala do republicano foi em entrevista ao jornal britânico "The Telegraph" e é mais uma das críticas que Trump tem feito contra aliados da OTAN por, segundo ele, não ajudarem os Estados Unidos na guerra contra o Irã.
Trump também voltou a chamar a organização de "tigre de papel". A fala foi considerada a mais forte dele até o momento sobre a OTAN.
Irã coloca mensagens anti-Trump em mísseis, citando Epstein e 'gangue criminosa da Casa Branca'
Prédio destruído em Teerã, capital do Irã, após ataque de Israel.
AFP
A televisão estatal iraniana mostrou nesta quinta-feira (2) um vídeo mostrando membros da Guarda Revolucionária paramilitar do país colocando mensagens denunciando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em mísseis que se preparavam para lançar.
Uma das mensagens mencionava o criminoso sexual Jeffrey Epstein e suas relações com Trump. Já outra escrevia, segundo a Associated Press:
'Agradeço a todos aqueles que, mesmo nos próprios Estados Unidos, condenam a guerra travada pela GANGUE CRIMINOSA NA CASA BRANCA'.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, respondeu as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertando que os iranianos podem suportar qualquer agressão dos EUA.
Segundo ele, hoje o mundo está em uma 'encruzilhada'.
'Continuar no caminho do confronto é mais custoso e inútil do que nunca. A escolha entre confronto e diálogo é real e tem consequências; seu resultado moldará o futuro das próximas gerações. Ao longo de seus milênios de história gloriosa, o Irã sobreviveu a muitos agressores. Tudo o que resta deles são nomes manchados na história, enquanto o Irã perdura – resiliente, digno e orgulhoso'.
As afirmações foram feitas em uma publicação nas redes sociais.
Pezeshkian seguiu e não mencionou a oferta de cessar-fogo feita na semana passada por Donald Trump, ao acusar Israel de arrastar os EUA para a guerra contra o Irã.
'Não seria também o caso de os Estados Unidos terem entrado nessa agressão como um instrumento de Israel, influenciados e manipulados por esse regime?', questionou.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez diversas ameaças ao Irã durante seu discurso televisionado no fim da noite dessa quarta-feira (1). Ele alertou, por exemplo, que os EUA poderiam atingir todas as usinas de energia elétrica do Irã e até insinuou ataques contra a indústria petrolífera do país caso não haja acordo entre Washington e Teerã.
'Se não houver acordo, vamos atacar cada uma de suas usinas de geração de energia elétrica, com muita força e provavelmente simultaneamente. Não atingimos o petróleo deles, embora esse seja o alvo mais fácil de todos, porque isso não lhes daria nem uma pequena chance de sobrevivência ou reconstrução. Mas poderíamos o atingir e ele acabaria, e não haveria nada que eles pudessem fazer a respeito'.
Trump também afirmou que a mudança de regime nunca foi o objetivo dos Estados Unidos no Irã. Porém, defende ele, ela ocorreu por 'morte dos líderes originais'.
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em declaração na Casa Branca.
ALEX BRANDON / POOL / AFP
Com isso, o presidente americano defendeu que os ataques seguirão por mais algumas semanas e prometeu fazer o país 'voltar à Idade da Pedra'.
'Vamos atacá-los com extrema força nas próximas duas ou três semanas, vamos fazê-los voltar à Idade da Pedra, onde eles pertencem'.
Sem fazer um anúncio objetivo sobre os rumos da guerra, Trump reafirmou que o conflito vai durar mais duas ou três semanas. O presidente americano tem enfrentado uma queda na popularidade com a dos preços do petróleo e da gasolina no mercado americano
Em uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada de sexta-feira a domingo, 60% dos eleitores disseram que desaprovavam a guerra, enquanto 35% a aprovavam. Cerca de 66% dos entrevistados disseram que os Estados Unidos deveriam trabalhar para encerrar rapidamente seu envolvimento na guerra, mesmo que isso signifique não atingir as metas estabelecidas pelo governo.
Ao declarar vitória e dizer que destruiu a capacidade de Teerã realizar um ataque contra o país, Trump minimizou a alta no preço dos combustíveis e afirmou que a reabertura do Estreito de Ormuz interessa mais aos países europeus.
O presidente americano disse, porém, que após a guerra a passagem por onde circula 20% da produção mundial de petróleo “vai reabrir naturalmente”.
Donald Trump ainda classificou o novo grupo que assumiu o Irã após a morte do aiatolá Ali Khamenei de “menos radical e mais razoável”.
O republicano fez uma ameaça e disse que, se não houver acordo, irá atingir cada uma das usinas de geração de energia iranianas.
Em resposta ao discurso de Trump, o porta-voz do Comando das Forças Armadas do Irã afirmou que a guerra vai continuar até a rendição e o arrependimento do inimigo.
