Trump afirma que Irã sabe o que 'não fazer' para violar cessar-fogo e retomar guerra
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (5) em declaração à imprensa na Casa Branca que o Irã 'não gostam de brincar com a gente' ao comentar o conflito no Oriente Médio.
'Não gostam mesmo. Vocês vão ver isso com o tempo, vão ver. Acho que vocês já viram. Basicamente, aniquilamos o exército deles em cerca de duas semanas'.
Trump assina uma proclamação sobre o teste de aptidão física presidencial realizado nas escolas, mas rapidamente mencionou a guerra no Irã.
'O Irã não tem nenhuma chance. Eles sabem disso. Quando falei com eles, me disseram isso. Depois, vão à televisão e dizem o quão bem estão. Está tudo acabado', declarou em outro momento.
Presidente americano declarou no evento também que as coisas estão 'indo muito bem' na guerra. E que o Irã estava a duas semanas de construir uma bomba nuclear: 'essas pessoas são doentes, e não vamos deixar que lunáticos tenham uma arma nuclear'.
Com isso, ele defende se os iranianos tiverem armas nucleares, 'o Oriente Médio e Israel seriam destruídos'.
Rodeado por crianças pequenas, Trump repete suas alegações sobre seu sucesso na guerra, dizendo:
'Hoje atingimos um recorde histórico no mercado de ações, apesar daquela pequena escaramuça. Chamo de escaramuça porque o Irã não tem chance. Nunca teve'.
Essa 'escaramuça' parece uma referência aos confrontos entre os EUA e o Irã no Estreito de Ormuz nessa segunda-feira (4).
Questionado sobre o que o Irã deveria fazer para violar o cessar-fogo, Donald Trump disse que 'vão descobrir, porque eu vou lhes contar, eles sabem o que fazer e sabem o que não fazer. Eles sabem o que não fazer, o que é mais importante, na verdade'.
'Eles começaram a atirar em barquinhos com armas de brinquedo, aquelas armas de brinquedo, porque eles não têm mais barcos. A marinha deles é composta por, como eles chamam, barquinhos'.
O presidente dos EUA afirmou repetidamente e de forma enfática ter derrotado o Irã militarmente ao longo do conflito.
Ao lado do republicano, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth defendeu que os iranianos possuem uma escolha a se fazer.
'Estamos garantindo que temos o controle desse estreito [Estreito de Ormuz], o que de fato temos, e, em última análise, o Irã tem uma escolha a fazer, e eles sabem que estamos em uma posição forte. Esperamos que façam uma escolha sábia'.
Cessar-fogo com o Irã não acabou, afirma secretário de Trump
Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, e o presidente dos EUA, Donald Trump
Divulgação/Casa Branca
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, insistiu nesta terça-feira (5) em uma coletiva de imprensa no Pentágono que o 'cessar-fogo não acabou', embora ambos os lados tenham trocado tiros no Estreito de Ormuz.
'Não, o cessar-fogo não acabou. Em última análise, este é um projeto separado e distinto, e prevíamos que haveria alguma instabilidade no início, o que de fato aconteceu', disse.
O chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, também presente na entrevista, afirmou que o Irã atacou as forças americanas mais de 10 vezes desde o anúncio do cessar-fogo, mas afirmou que isso está abaixo do 'limiar para a retomada de grandes operações de combate'.
O almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos EUA, disse a repórteres nessa segunda-feira (4) que os EUA 'explodiram' seis pequenas embarcações iranianas no Estreito.
Segundo ele, o Washington não busca um conflito com o Irã, apesar do aumento das tensões no Estreito de Ormuz.
'Não estamos buscando uma luta', defendeu, acrescentando que os Estados Unidos têm como objetivo proteger a navegação da agressão iraniana.
Ele afirmou que o Irã 'tem assediado navios há muito tempo' e o chamou de 'o agressor declarado', ao mesmo tempo em que enfatizou que Teerã não controla essa via navegável estratégica.
Além disso, Hegseth defendeu que se o 'Irã atacar navios mercantes e embarcações comerciais americanas, enfrentará um ataque devastador'.
Hegseth afirmou que os Estados Unidos não precisariam entrar no espaço aéreo ou nas águas territoriais iranianas para reabrir o estreito, acrescentando que centenas de navios estavam se preparando para transitar pela rota.
Ele também defendeu que o esforço dos EUA para garantir a segurança da navegação, denominado Operação Projeto Liberdade, é temporário e independente de operações militares mais amplas.
