Trump afirma que Irã pode ter líder religioso e não precisa ser democracia 'desde que trate bem os EUA'
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em entrevista à CNN americana nesta sexta-feira (6) que não teria problemas do Irã ter uma nova liderança religiosa no país e não uma democracia. Para ele, a única questão em jogo é dessa liderança tratar bem os EUA e Israel.
'Uma semana atrás, eles eram poderosos, e agora foram realmente neutralizados. Poderia ser um, sim, quer dizer, depende de quem seja a pessoa. Não me importo com líderes religiosos. Lido com muitos líderes religiosos e eles são ótimos'.
Além disso, Trump complementou que esse novo líder precisaria ser 'justo e imparcial'.
'Que faça um ótimo trabalho. Que trate bem os Estados Unidos e Israel, e que trate bem outros países do Oriente Médio — todos eles são nossos parceiros',
Mais cedo, Trump defendeu desmantelar completamente a estrutura de liderança do Irã e declarou que já tem alguns nomes em mente para liderar o país. As afirmações foram feitas em entrevista à NBC News, publicada nesta sexta-feira (6).
'Queremos entrar e limpar tudo. Não queremos alguém que reconstrua o país em dez anos. Queremos um bom líder. Temos pessoas que, acredito, fariam um bom trabalho', afirmou.
Ao ser questionado sobre nomes, Trump se recusou a revelar. Apesar disso, ele deixou escapar que está tomando medidas para garantir que os nomes em sua lista sobrevivam à guerra.
Quando questionado sobre quem lideraria o Irã no futuro, Trump respondeu: 'Não sei, mas em algum momento eles vão me ligar e perguntar quem eu quero', acrescentando que estava 'apenas sendo um pouco sarcástico ao dizer isso'.
Na mesma entrevista, Trump também respondeu ao ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, que afirmou que seu país estava pronto para uma invasão terrestre por forças americanas e israelenses.
O republicano chamou a declaração de 'comentário inútil' e insinuou que uma invasão não era algo em que ele estivesse pensando no momento. '
'É uma perda de tempo. Eles perderam tudo. Perderam a marinha. Perderam tudo o que podiam perder. E o ritmo e a intensidade dos ataques continuarão'.
O Irã enfrenta um vácuo de poder após a morte do líder supremo Ali Khamenei no último fim de semana, com rumores de que seu filho, Mojtaba Khamenei, poderia ser escolhido como o novo líder supremo.
EUA anunciam que Marinha americana passará a escoltar navios no Estreito de Ormuz
Petroleiro dos Estados Unidos.
Patrick T. Fallon / AFP
Depois de anunciar que poderia realizar isso, o governo dos Estados Unidos revelou que a Marinha americana passará a escoltar navios dos EUA no Estreito de Ormuz 'em breve'.
O anúncio foi feito pelo secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, em entrevista à Fox News. Segundo ele, assim que for viável, 'escoltaremos os navios pelo Estreito e restabeleceremos a energia'.
Na terça-feira (3), Donald Trump afirmou que, 'se necessário', os Estados Unidos escoltariam petroleiros e outras embarcações pelo Estreito 'o mais rápido possível'.
Apesar da revelação, ainda não há uma data para quando isso irá ocorrer.
As forças armadas do Irã afirmaram nesta sexta-feira (6) que atacaram um petroleiro 'de propriedade dos EUA' na costa do Kuwait.
A embarcação foi atingida e está em chamas, informou a rádio estatal, citando o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya. Esse grupo assume o comando operacional das forças armadas iranianas em tempos de guerra.
Nessa quinta-feira (5), a Organização Marítima Internacional da ONU designou o Estreito de Ormuz e os golfos Pérsico e de Omã como uma área de operações de guerra. Segundo a agência, cerca de 20 mil marinheiros e 15 mil passageiros de navios de cruzeiro estão retidos devido ao conflito.
A Guarda Revolucionária do Irã reivindicou o controle total do Estreito e disse ter atingido um petroleiro americano no norte do Golfo Pérsico, que pegou fogo após o ataque. Além disso, mais um também teria sido atingido, porém não há informações sobre danos.
