O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que abrirá mão da gestão do Kennedy Center após uma decisão judicial ordenar a retirada de seu nome da tradicional instituição cultural de Washington. O juiz também determinou a suspensão, até nova ordem, do fechamento do centro por dois anos para a realização de reformas. Após assumir o comando do Kennedy Center, o republicano acrescentou seu nome à instituição por decisão do conselho de administração, dominado por seus aliados.
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— O tribunal concluiu que o conselho excedeu suas atribuições legais ao renomear unilateralmente o Kennedy Center em homenagem ao presidente Trump — afirmou o juiz na decisão.
O centro de artes cênicas, localizado no coração de Washington, foi batizado em homenagem ao ex-presidente democrata assassinado John F. Kennedy.
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Em dezembro, o conselho de administração alterou o nome da instituição para “Trump Kennedy Center”. Pouco depois, o nome do republicano foi adicionado à fachada do edifício em letras douradas posicionadas acima do nome de Kennedy.
A sentença estabelece que apenas o Congresso tem autoridade para alterar o nome do centro. Além disso, a decisão concedeu ao governo republicano um prazo de 14 dias para retirar o nome de Trump da fachada.
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O juiz também determinou uma suspensão temporária da exigência de Trump de fechar o Kennedy Center por dois anos para a realização de reformas.
Desde o início de seu segundo mandato, em janeiro de 2025, Trump tem adotado repetidas medidas para inserir seu nome e sua imagem em espaços oficiais, rompendo com uma tradição da política americana.
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O extinto Instituto da Paz dos EUA foi rebatizado em homenagem a Trump, e seu rosto aparece em enormes painéis instalados do lado de fora dos edifícios do Departamento de Justiça e do Departamento de Agricultura.
O governo Trump também busca colocar sua imagem em uma nota de 250 dólares para celebrar o 250º aniversário da independência do país em relação ao Império Britânico.
Em outra ruptura com a tradição, Trump ordenou a demolição da Ala Leste da Casa Branca para dar lugar ao que afirma que será um enorme salão de baile.
