Troca de pelo, rota de 220 km e volta para casa: o que se sabe sobre o elefante-marinho Leôncio em Alagoas

 

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Após aparições raras no litoral de Maceió, o elefante-marinho conhecido como Leôncio pode ter voltado para casa, segundo o Instituto Biota de Conservação. O animal, que mede cerca de dois metros, havia sido visto nos últimos dias em diferentes praias do estado, incluindo áreas urbanas movimentadas, e desde então não há registros, mesmo com buscas realizadas ao longo do fim de semana.

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Equipes do instituto percorreram, no domingo, trechos do litoral sul do estado, concentrando esforços entre a Praia do Peba e o município de Coruripe. Em seguida, as buscas foram estendidas até a Praia do Gunga. Não houve sinal do animal.

O caso foi comunicado a órgãos ambientais de outros estados. O instituto informa que a espécie está em deslocamento migratório, o que permite que o animal percorra longas distâncias em curto período e possa reaparecer em outros pontos do litoral brasileiro.

Leôncio chegou ao litoral alagoano no início do mês e, desde então, tem percorrido diferentes praias, incluindo áreas urbanas e trechos mais isolados. Ao longo desse período, já havia se deslocado por mais de 30 quilômetros, segundo o instituto, o que reforça a hipótese de que possa ter seguido viagem em alto-mar.

Após aparição rara, elefante-marinho visto em Maceió está desaparecido há dois dias

O animal ganhou o apelido após uma enquete realizada nas redes sociais do instituto e passou a ser acompanhado por equipes técnicas, que monitoravam seus deslocamentos e orientavam a população sobre como agir em caso de aproximação.

A presença do elefante-marinho chamou atenção por se tratar de um registro incomum no litoral alagoano, especialmente em áreas de grande circulação. Turistas e moradores passaram a buscar o animal nas praias, o que levou o instituto a reforçar recomendações para evitar interação direta.

Leôncio foi visto na orla da Praia de Ponta Verde, uma das áreas mais frequentadas da capital, o que aumentou o fluxo de pessoas nas proximidades.

O instituto informa que o animal está em período de troca de pele e pelos, fase em que precisa permanecer em repouso para conservar energia e manter seu deslocamento.

Leôncio descansando no litoral

Instituto Biota

O protocolo prevê o isolamento do animal em um raio de até 30 metros sempre que ele é localizado. Em períodos de maré cheia, há possibilidade de aproximação maior da faixa de areia, o que exige atenção redobrada de quem estiver nas proximidades.

O Instituto Biota de Conservação orienta que, em caso de avistamento, a população mantenha distância, não tente tocar ou alimentar o animal e evite aglomerações e barulho. A recomendação é acionar equipes responsáveis para o acompanhamento.