Tripulações de helicópteros militares são afastadas após sobrevoo na casa de Kid Rock e liberadas horas depois
Tripulações de dois helicópteros militares dos Estados Unidos foram brevemente afastadas de suas funções após sobrevoarem a casa do músico Kid Rock, no Tennessee, mas acabaram liberadas pouco depois pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, sem qualquer punição. O episódio gerou questionamentos sobre o uso das aeronaves e exposição política envolvendo o artista, conhecido por seu apoio ao presidente Donald Trump.
Exército dos EUA investiga voo de helicópteros sobre mansão de cantor Kid Rock; veja vídeo
“Sem punição. Sem investigação. Sigam em frente, patriotas”, escreveu Hegseth nas redes sociais, ao autorizar o retorno imediato dos militares às atividades. A decisão veio após o Exército dos EUA anunciar que abriria uma apuração para verificar se os regulamentos de voo haviam sido seguidos.
O caso ganhou repercussão após o próprio Kid Rock divulgar um vídeo em que aparece acenando para helicópteros AH-64 Apache que sobrevoavam sua propriedade. A cena levantou dúvidas sobre a motivação da operação. Segundo o músico, no entanto, a presença das aeronaves não é incomum, já que sua casa fica próxima à base de Fort Campbell.
— Eles sabem que este é um lugar amigável. Já me apresentei para tropas aqui e no exterior — disse o artista a uma emissora local.
Aliado declarado de Trump, Kid Rock também usou o episódio para provocar adversários políticos nas redes sociais. O presidente, por sua vez, tratou o caso em tom leve, sugerindo que os militares poderiam estar “tentando defendê-lo”, mas reconheceu que “provavelmente não deveriam ter feito isso”.
O Exército confirmou que os helicópteros pertencem à 101ª Brigada de Aviação de Combate e realizavam um voo na região de Nashville. Em comunicado anterior, a instituição destacou que leva a sério qualquer indício de operação não autorizada e reforçou o compromisso com a responsabilização de eventuais irregularidades.
