Tricampeão mundial de slackline cruza fita suspensa a 180 metros entre prédios na Polônia; veja vídeos
A paisagem do centro de Varsóvia ganhou um elemento incomum na manhã deste domingo. Suspenso a cerca de 180 metros de altura, o estoniano Jaan Roose atravessou uma fita de apenas dois centímetros de largura entre dois dos edifícios mais altos da capital polonesa, completando um percurso de 500 metros sobre a cidade.
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Tricampeão mundial de slackline, modalidade semelhante à corda bamba, mas praticada em uma fita mais flexível e dinâmica, Roose partiu do histórico Palácio da Cultura e Ciência, com 237 metros de altura, em direção à Varso Tower, arranha-céu de 310 metros considerado o edifício mais alto da União Europeia
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A travessia levou menos de 30 minutos e foi realizada sem vara de equilíbrio. Ao longo do percurso, o atleta precisou lidar com baixas temperaturas e rajadas de vento que atingiam a região central de Varsóvia.
Apesar da aparente tranquilidade demonstrada durante o desafio, Roose afirmou que o percurso esteve longe de ser confortável.
Jaan Roose caminha sobre fita suspensa a 180 metros de altura durante travessia entre dois dos prédios mais altos de Varsóvia.
Reprodução
— Não foi nada fácil. Ainda estou tremendo. Um feito como esse exige que você explore seus próprios limites e capacidades. Não é algo simples — disse ao jornal polonês Fakt.
Segundo o atleta, a parte mais complicada ocorreu após a metade do trajeto, quando o vento ganhou intensidade e aumentou a instabilidade da fita.
— O impacto real veio na segunda metade da travessia. Foi ali que começou a ventar com força. Quando passei do ponto médio, fiquei muito ansioso sobre o que aconteceria dali em diante — afirmou.
Em três momentos, contou ele, a situação chegou perto de sair do controle. Para evitar um erro que poderia comprometer a travessia, precisou interromper completamente o deslocamento.
A travessia em Varsóvia se soma a uma lista de feitos acumulados pelo estoniano ao longo da carreira. Roose já cruzou o Estreito de Bósforo, entre a Europa e a Ásia, e também o Estreito de Messina, entre a Sicília e o continente italiano, em uma das maiores estruturas de slackline já montadas na região.
