Três suspeitos de homicídios em série são presos em São Paulo

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Polícia Civil de São PauloDivulgação/Governo de SP Três suspeitos de participar da série de homicídios registrados recentemente na capital e na Grande São Paulo foram presos pela Polícia Civil. Outros sete suspeitos de envolvimento também já foram identificados, entre eles, cinco adultos- com mandados de prisão autorizados pela Justiça- e dois adolescentes, para os quais a polícia já solicitou mandados de busca e apreensão.Cada um dos suspeitos detidos está envolvido em um homicídio diferente.PrisõesUm homem de 44 anos foi preso na última segunda-feira (26), suspeito de participação no homicídio do Jaçanã, na Zona Norte da capital, em 19 de outubro.

No caso, um homem foi encontrado decapitado e esquartejado dentro de sacolas plásticas; além do corpo, roupas e uma faca também foram achados no local.No dia 23 de outubro, policiais militares prenderam um suspeito de 40 anos investigado pela morte de um homem de 22. O corpo da vítima foi achado um dia antes (22/10), em um terreno no Jardim Arpoador, perto do Rio Pequeno, na Zona Oeste.

Na ocasião, uma câmera de segurança havia gravado o momento em que o corpo foi desovado por quatro homens. A vítima tinha o as mãos amarradas e cinco marcas de tiros na cabeça.O terceiro preso tem 39 anos e foi detido em 15 de outubro durante a apuração de uma morte ocorrida dois dias antes.

Na ocasião, a prisão foi por uso de documento falso, mas, ao longo da última semana, o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) reuniu provas que relacionam o homem ao crime.Os casos e investigaçõesEntre os dias 5 de setembro e 26 de outubro, 20 corpos foram encontrados em casos investigados como homicídio: 15 na capital e cinco na região metropolitana (dois em Itapecerica da Serra, um em Embu das Artes, um em São Bernardo do Campo e um em Diadema).

Investigações indicam que a maioria das vítimas tinham alguma ligação com crimes como tráfico e roubo; informações também apontam que os corpos foram movidos e abandonados em locais públicos depois das vítimas serem executadas.Até o momento, a polícia diz não haver elementos que apontem ligação entre os casos nem autoria comum.

De acordo com as autoridades, o uso de sacos plásticos, tecidos ou outros materiais para envolver os corpos, por si só, não relaciona os crimes.Para a diretora do DHPP, Ivalda Aleixo, cada caso exige “uma apuração própria, com análise dos vestígios, imagens, depoimentos e demais elementos de prova”.

Ela afirmou que identificar os suspeitos é um avanço importante, mas que o trabalho deve seguir até que todas as ocorrências sejam esclarecidas e os responsáveis sejam levados à Justiça.O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que as investigações já identificaram 10 envolvidos em quatro homicídios.

Segundo ele, o objetivo é esclarecer cada ocorrência, cumprir as medidas judiciais e garantir que os responsáveis respondam pelos crimes, sem descartar nenhuma linha de investigação sustentada pelas provas.

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