Três semanas após 'decreto Cão Orelha', Ibama aplicou R$ 525,8 mil em multas

 

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Três semanas após o Governo Federal publicar o "Decreto Cão Orelha" que aumenta multas por maus-tratos contra animais, o Ibama já aplicou R$ 525,8 mil em penalidades, em 25 autos de infração. De acordo com o Ibama, o maior valor da multa aplicada a uma só pessoa até agora foi de R$ 82,5 mil, no caso envolvendo um criador que utilizava uma caixa acústica e equipamento sonoro contínuo para forçar o aprendizado de canto em aves silvestres.

O 1º caso registrado após o decreto e de repercussão nacional envolve oito pessoas autuadas por maus-tratos contra uma capivara na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Cada infrator recebeu uma multa de R$ 20 mil, totalizando R$ 160 mil em penalidades. O animal foi cercado por seis homens e dois adolescentes e, em seguida, brutalmente espancado com barras de ferro e pedaços de madeira. Desde a publicação do decreto, 121 animais já foram salvos. Entre eles, estão araras, papagaios, jabutis, diversos pássaros, capivaras e aranhas.

A medida assinada pelo presidente Lula, prevê multa de R$ 1.500 a R$ 50 mil para quem cometer o crime de maus-tratos aos animais. O valor ainda pode chegar a R$ 1 milhão se forem considerados agravantes. Antes, os valores previstos de multa eram de R$ 500 a R$ 3 mil. O nome do decreto é uma homenagem ao cachorro Orelha, o cão comunitário, que morreu em Florianópolis, após ser agredido em uma praia da cidade.