Três policiais militares foram denunciados corrupção passiva militar numa investigação sobre policiamento privilegiado em troca de dinheiro. Na manhã desta quinta-feira, equipes do O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpriram três mandados de prisão preventiva contra os agentes. A ação foi a sexta fase da Operação Patrinus, que apura esquemas de corrupção, de extorsão e de desvios de conduta no 39º BPM (Belford Roxo). Édson Davi: PF diz não haver crianças brasileiras entre as resgatadas em operação nos EUA, mas pede inclusão de menino carioca em lista da Interpol Trend dos anos 80: Imagens icônicas da época mostram como era o Rio e seus personagens na década viralizada nas redes Segundo o MPRJ, dois dos denunciados já estavam presos em razão de outro processo decorrente da mesma investigação. Os mandados contra eles foram cumpridos no Batalhão Especial Prisional (BEP) e na Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza. O terceiro denunciado foi preso em casa, no bairro Parque Rosário, em Nova Iguaçu. As investigações apontam que os denunciados receberam e negociaram pagamentos para oferecer policiamento privilegiado a uma clínica particular em Belford Roxo. O estabelecimento, conforme o MPRJ, integrava uma rede de comerciantes e empresas chamados pelos policiais de “padrinhos”, que pagavam para receber atendimento diferenciado. Em troca, os agentes direcionavam o patrulhamento, priorizavam esses locais nas rotas e compareciam quando acionados, utilizando a estrutura da Polícia Militar para atender a interesses privados. Admitiu crime: Justiça mantém prisão de filha suspeita de matar a mãe a facadas no Recreio dos Bandeirantes No caso da clínica, a investigação identificou o pagamento de R$ 50 e negociações para que o valor chegasse a R$ 100. Mensagens extraídas do celular de um dos denunciados mostram os envolvidos discutindo a diferença entre o valor pago e o que teria sido combinado. Em uma das conversas, um dos agentes afirma que “na vez dele foi galo”, expressão usada para se referir a R$ 50, e diz ter entendido que o acordo seria de R$ 100. O outro denunciado também relata ter recebido R$ 50. Segundo o MPRJ, um dos policiais intermediava a relação com a clínica, negociava os valores e coordenava o atendimento pelas diferentes equipes. Outro acompanhava as negociações e os pagamentos. O terceiro teria realizado patrulhamento direcionado ao estabelecimento, enviado ao grupo de WhatsApp fotos da atuação no local e recebido pessoalmente R$ 50. Os fatos ocorreram entre setembro e outubro de 2021, quando os três integravam o 39º BPM (Belford Roxo). Um dos PMs foi expulso da corporação após o oferecimento da denúncia, recebida pela Auditoria da Justiça Militar. Interditado há 18 anos: Prefeitura faz operação para desocupar Palacete Imperial, prédio histórico no Centro A operação desta quinta contou com o apoio da Corregedoria Geral da Polícia Militar e da Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen). Desdobramentos da investigação A Operação Patrinus começou em maio de 2024, a partir de uma investigação envolvendo policiais militares do 39º BPM. A análise de celulares apreendidos revelou novos integrantes envolvidos no esquema de corrupção e outras práticas criminosas, o que originou os desdobramentos. Homenagem: UFRJ concede diplomas póstumos a 25 estudantes e professores desaparecidos e mortos pela ditadura Em agosto de 2025, dez policiais militares foram presos acusados de achacar comerciantes. Em maio deste ano, o Ministério Público denunciou 11 agentes por receber propina para prestar segurança a estabelecimentos durante o expediente. No mês seguinte, quatro PMs foram denunciados por peculato e comércio ilegal de arma de fogo, acusados de vender uma pistola apreendida durante uma ocorrência e dividir o dinheiro.
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Três PMs são denunciados por corrupção em esquema de policiamento privilegiado para clínica em Belford Roxo
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O Globo
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