Treinadora morta por orca no SeaWorld: Acidente que chocou o mundo completa 16 anos; relembre
Dezesseis anos após o episódio que chocou o público e o setor de entretenimento marinho, a morte da treinadora Dawn Brancheau continua sendo lembrada como um dos casos mais marcantes envolvendo animais em cativeiro. O ataque ocorreu em 24 de fevereiro de 2010, durante uma apresentação no parque aquático SeaWorld, em Orlando, nos Estados Unidos.
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Brancheau tinha 40 anos e era uma das profissionais mais experientes do parque, com cerca de 16 anos de atuação no treinamento de cetáceos. Reconhecida por colegas e visitantes, ela se tornou uma das figuras mais conhecidas da empresa, participando de shows e atividades educativas com orcas.
O dia do acidente
Naquele dia, a treinadora interagia com a orca macho Tilikum em uma área rasa da piscina quando teve o cabelo preso na boca do animal. O incidente foi percebido por outro treinador, que acionou imediatamente o alarme para mobilizar as equipes de emergência.
Segundo relatos reunidos por autoridades locais, Brancheau chegou a emergir brevemente após o primeiro contato, mas acabou sendo puxada novamente pelo animal. Funcionários tentaram intervir com redes e alimento para distrair a orca, estratégia que não surtiu efeito imediato. Após uma operação que durou cerca de meia hora, equipes conseguiram recuperar o corpo da treinadora.
Exames do médico legista indicaram que a morte ocorreu por afogamento associado a múltiplos traumatismos.
Impacto e investigações
O caso teve grande repercussão internacional e desencadeou investigações sobre as condições de trabalho no parque. Documentos reunidos pelo Gabinete do Xerife do Condado de Orange incluíram depoimentos de funcionários que descreviam Tilikum como um animal de comportamento possessivo.
A orca já havia sido ligada a outro episódio fatal anos antes, em 1991, no Canadá. Após a morte de Brancheau, a Administração de Segurança e Saúde Ocupacional dos Estados Unidos (OSHA) concluiu que o SeaWorld havia cometido violações graves de normas de segurança e aplicou multa de US$ 75 mil.
Em comunicado à época, o parque contestou as acusações e afirmou que pretendia recorrer das conclusões da agência federal.
Legado
A tragédia também motivou homenagens à treinadora. Familiares e apoiadores criaram a Fundação Dawn Brancheau, voltada à preservação da vida marinha e ao cuidado com animais — uma causa com a qual ela já se envolvia antes do acidente. Fora do trabalho, Brancheau também atuava como voluntária em abrigos e frequentemente acolhia animais resgatados em casa.
O caso voltou ao centro do debate internacional alguns anos depois, com o lançamento do documentário Blackfish, que examinou a história de Tilikum e as práticas de treinamento de orcas em parques marinhos.
Passados 16 anos, o episódio permanece como um divisor de águas na discussão sobre segurança em parques marinhos e sobre a relação entre treinadores e grandes mamíferos em cativeiro.
