Treinador do Real Madrid diz que Espanha 'não é um país racista' após cantos islamofóbicos em amistoso contra o Egito
"A Espanha não é um país racista" e é preciso evitar "generalizar", disse nesta sexta-feira o treinador do Real Madrid, Álvaro Arbeloa, a propósito dos insultos islamofóbicos proferidos na terça-feira em Barcelona no amistoso entre Espanha e Egito.
O cântico de "quem não pula é muçulmano" e as vaias ao hino egípcio na partida no estádio do Espanyol motivaram condenações, inclusive dentro da própria seleção espanhola. O atacante Lamine Yamal, muçulmano, disputou o jogo e foi visto afetado pela situação.
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Os incidentes provocaram uma onda de indignação no país e levaram à abertura de uma investigação pela polícia regional da Catalunha.
O presidente do governo, Pedro Sánchez, criticou a "minoria" de torcedores que "manchou" a imagem da Espanha.
Arbeloa comentou o episódio na véspera do confronto contra o Atlético de Madrid pela liga nacional.
"A Espanha não é um país racista; se fosse, teríamos incidentes todos os fins de semana em todos os estádios. Mas nossa posição continua sendo a mesma: é preciso erradicar todo tipo de comportamento racista nos estádios e na sociedade", afirmou em entrevista coletiva.
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"Somos um país muito tolerante e não devemos generalizar quando esse tipo de incidente ocorre. Devemos continuar lutando com a mesma força para que esses atos não voltem a acontecer, nem em um estádio nem na sociedade", acrescentou.
Histórico e impacto na Copa de 2030
O episódio em Barcelona é mais um em uma série de casos de discriminação no futebol espanhol nos últimos anos. O atacante brasileiro Vinicius Junior, do Real Madrid, denunciou repetidamente ter sido alvo de insultos racistas.
O astro da Espanha Lamine Yamal, que também é muçulmano, enfrenta a marcação do egípcio Islam Issa
Lluis Gene/AFP
A Espanha será uma das sedes da Copa do Mundo de 2030, ao lado de Portugal e Marrocos, com partidas também previstas na Argentina, Uruguai e Paraguai.
Segundo a imprensa espanhola, episódios desse tipo podem impactar a organização do torneio, e há avaliação de que a FIFA pode optar por realizar a final em Marrocos, em vez da Espanha.
