Trecho de processo revela como agia Bruno Mafra em caso de estupro de vulnerável

 

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Trechos do processo que resultou na condenação do cantor Bruno Mafra, da banda Bruno e Trio, detalham como, segundo os autos, ocorriam os abusos contra uma das vítimas ainda na infância. A vítima era a própria filha do cantor.


De acordo com o documento, a vítima relatou que os episódios começaram quando ela tinha cerca de 5 anos de idade. Um dos primeiros casos teria ocorrido dentro de um carro, estacionado em via pública, em Belém. No relato, ela descreve que, à época, não compreendia o que estava acontecendo.


O processo aponta que o denunciado praticava atos libidinosos contra a criança, consistentes em toques nas partes íntimas.


Outro trecho do documento descreve um episódio ocorrido na casa da avó paterna. Segundo os autos, o denunciado teria levado a vítima para um quarto, onde exibiu conteúdo pornográfico em uma televisão.


De acordo com o relato, o material apresentado mostrava personagens animados em cenas de sexo. O documento também aponta que houve contato físico de natureza sexual, além de situações de constrangimento.


Ainda conforme os autos, a vítima relatou que foi orientada a manter segredo sobre o que havia ocorrido. O processo também menciona outros episódios ao longo do tempo, reforçando a continuidade das condutas descritas.


Relatos embasaram condenação mantida pelo TJPA


Os trechos integram o conjunto de provas analisado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará, que manteve, por unanimidade, a condenação do cantor por estupro de vulnerável continuado contra duas crianças.


Segundo a relatora, a desembargadora Rosi Gomes, os relatos foram considerados consistentes e corroborados por familiares e laudos técnicos.


A decisão em segunda instância confirmou a pena de 32 anos de prisão em regime inicial fechado.


Defesa do acusado


Em nota, o escritório Filipe Silveira, responsável pela defesa do cantor, informou que o processo ainda está em curso e que serão adotadas as medidas recursais cabíveis. A defesa sustenta a existência de “relevantes violações ao devido processo legal, com potencial comprometimento da validade jurídica dos atos processuais e da própria decisão proferida”.


Os advogados também registraram preocupação com a divulgação de informações de um processo que tramita sob sigilo, “circunstância que, em tese, exige rigorosa observância das restrições legais de acesso e divulgação”.