Trecho da rodovia que liga Lisboa ao Porto desaba após rompimento de dique; mais de 3 mil pessoas são evacuadas
Parte da autoestrada A1, principal ligação rodoviária entre Lisboa e Porto, em Portugal, desabou na tarde desta quarta-feira na região de Coimbra, após a ruptura parcial de um dique do rio Mondego. A força da água provocou erosão na base da estrutura, abrindo uma cratera no quilômetro 191,2, segundo a Proteção Civil.
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De acordo com jornais locais, o colapso ocorreu na zona de Casais, próximo ao pontão junto ao dique afetado. A via foi fechada preventivamente nos dois sentidos entre Coimbra Sul e Coimbra Norte ainda antes do desabamento. Não há previsão para a reabertura.
Além da cratera principal, foi identificado um segundo abatimento que desnivelou a pista no sentido Norte-Sul, algumas centenas de metros antes do ponto mais afetado. A circulação neste trecho será definitivamente interrompida enquanto técnicos realizam avaliações estruturais e levantamento de risco no sentido contrário.
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A ministra do Ambiente afirmou que o corte da A1 foi feito “por precaução”. Já o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, classificou o episódio como uma “rutura” e garantiu “mobilização máxima” para restabelecer a normalidade. As autoridades confirmaram ainda o risco de novos colapsos em outros diques da região.
A presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, afirmou que cerca de 3.500 pessoas foram encaminhadas a centros de abrigo ou orientadas a deixar áreas de risco.
O responsável regional da Proteção Civil alertou para a possibilidade de transbordamento da barragem da Aguieira, a cerca de 35 km de Coimbra, o que poderia agravar o cenário de inundações.
O episódio ocorre após semanas de tempestades que atingem principalmente o centro e o sul de Portugal. Desde o fim de janeiro, chuvas intensas provocaram alagamentos, deslizamentos de terra e interrupções no fornecimento de energia. Pelo menos 15 mortes foram registradas em decorrência dos temporais.
