Transição energética e diversificação: um assunto para Brasil e China

 

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A guerra do Irã e dos Estados Unidos foi parar direto no fornecimento de energia do mundo, por causa do fechamento do Estreito de Ormuz. E esse conflito levanta uma discussão importante: a necessidade de diversificar fontes de energia. É o que defende Jorge Arbache, professor da Universidade de Brasília:

'Diversificação de uma forma ampla, de tal forma que você dissipe riscos e possa se proteger não só do que temos hoje, mas do que provavelmente virá amanhã. E o que virá amanhã tem a ver não só com a geopolítica, mas tem a ver também com as mudanças climáticas, que já estão, mas provavelmente provocarão ainda mais fenômenos climáticos extremos'.

A transição energética foi um dos temas do Summit Valor Brazil-China 2026, evento do Valor Econômico que aconteceu na última semana em Xangai, na China. A relação entre Brasil e China nesse setor tem movimentado as empresas. A executiva Shelley Wang, diretora para o mercado Brasil da Hexing Electrical Co, fala sobre os desafios da transição energética:

'Essa transição energética não é apenas substituir fontes de energia, mas também reconstruir o sistema elétrico. A gente precisa tornar a eletricidade visível e gerenciável, ajudando concessionárias a reduzir perdas e aumentar eficiência'.

Essa é a segunda edição do Summit Valor Brazil China. Nesse evento, autoridades e especialistas dos dois países se reúnem para debater as relações entre as nações e como é possível, com essa integração, atuar diante dos desafios globais.