Traficantes de Belford Roxo transformaram igreja em Petrópolis em boca de fumo, faziam sexo no altar e acabaram presos em flagrante

 

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Uma operação conjunta das polícias Civil e Militar, em Petrópolis, revelou um cenário considerado “absurdo” até por investigadores: uma igreja católica foi transformada em ponto de venda de drogas, abrigo e até local para relações sexuais de criminosos de Belford Roxo, na Baixada Flumunense. A ação, nesta terça-feira, terminou com a prisão em flagrante de cinco suspeitos dentro da própria capela.

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De acordo com agentes da 105ª DP (Petrópolis) e policiais do 26º BPM, o grupo ligado ao Comando Vermelho havia tomado a Capela São Paulo Apóstolo, na Rua João Xavier, no bairro Bingen, e interrompido qualquer atividade religiosa do local. Missas foram proibidas, moradores ameaçados e a igreja passou a funcionar como base para venda de drogas e moradia dos traficantes.

Operação fecha ponto de tráfico em igreja de Petrópolis e prende criminosos que ameaçavam moradores e proibiam missa

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No momento da abordagem, segundo os agentes, a cena encontrada surpreendeu. Um casal de criminosos foi flagrado nu dentro da igreja, em situação que indica que mantinham relações sexuais no espaço onde antes funcionava o altar. No local havia um colchão, com roupas de campa.

— Quando a equipe entrou para fazer a rendição, o casal estava sem roupa dentro da igreja. Era um cenário completamente fora do comum — relatou um dos investigadores que participou da ação.

Segundo as investigações, os criminosos retiraram bancos e objetos religiosos, amontoaram imagens de santos em um cômodo e passaram a usar o espaço como residência. A cozinha da igreja também era utilizada para preparo de alimentos, e o altar servia como dormitório.

Boca de fumo dentro da igreja

Além disso, a polícia identificou que o local funcionava como ponto de venda de drogas. Durante a operação, foram apreendidas 62 cápsulas de cocaína, 25 tabletes de maconha e R$ 165 em dinheiro. Parte do material estava escondida dentro da própria capela.

Os suspeitos — três presos em flagrante — já tinham antecedentes por tráfico de drogas. Dois deles seriam oriundos de Belford Roxo e estavam na região havia cerca de dois meses, com apoio de traficantes locais.

Moradores relataram aos policiais que o grupo intimidava a comunidade e impôs regras na área, incluindo a proibição de celebrações religiosas. A presença dos criminosos transformou um bairro considerado tranquilo em uma região perigosa.

Outro elemento que chamou atenção dos policiais foi a presença de um animal silvestre no local — um jabuti, mantido dentro da igreja junto aos suspeitos.

A ação faz parte de um trabalho integrado entre as forças de segurança, que vinham monitorando a movimentação do grupo após receber informações de que criminosos de fora da região estavam se escondendo no bairro.

O caso agora segue sob investigação para identificar outros envolvidos e entender como se deu a ocupação da igreja pelo grupo criminoso.