Torcedor cobra R$ 21,5 mil de John Kennedy após acidente no pós-Maracanã; jogador vira alvo de ação
O atacante John Kennedy virou alvo de uma ação judicial no Rio de Janeiro após um torcedor do Fluminense acusar uma BMW ligada ao jogador de se envolver em um acidente e deixar o local sem prestar assistência no pós-jogo do Maracanã. O GLOBO teve acesso ao processo que foi protocolado neste ano e representa um novo capítulo do caso revelado em novembro de 2024.
Motorista acusa John Kennedy, atacante do Fluminense, de bater em seu carro e fugir do local
Na ação, Leonardo Rabello, de 43 anos, pede R$ 21,5 mil por danos materiais e morais contra a empresa JOHN KENNEDY B. DE SOUZA LTDA, apontada como proprietária do veículo envolvido no episódio. Já foram feitas tentativas de intimar o réu, para que tome ciência do processo, e a última para localizar, determinada pela Justiça, é do dia 20 de março passado.
Segundo o autor, a colisão aconteceu na noite de 22 de outubro de 2024, após a vitória do Fluminense sobre o Athletico-PR no Maracanã. Ele afirma que retornava para casa quando uma BMW 320 em alta velocidade atingiu a lateral traseira de seu carro na região entre Benfica e Del Castilho, na Zona Norte do Rio.
John Kennedy teria batido em carro e fugido
Reprodução/Redes Sociais
De acordo com o relato apresentado à Justiça, o motorista teria fugido logo após a batida em direção à região de Manguinhos. Rabello afirma que tentou resolver a situação diretamente antes de recorrer ao Judiciário. Segundo a ação, ele buscou contato durante semanas e anexou prints de mensagens e tentativas de comunicação sem resposta.
O processo também cita uma publicação feita por John Kennedy nas redes sociais no dia seguinte ao acidente. Segundo o autor, o story com uma foto do carro foi interpretado como uma postagem “em tom de deboche”.
JK postou foto do carro nesta quinta
Reprodução/Instagram
Na petição, a defesa de Rabello afirma que o episódio ultrapassou os danos materiais causados ao veículo e provocou desgaste emocional diante da ausência de solução extrajudicial. O documento ainda solicita que sejam preservadas e analisadas imagens de câmeras da CET-Rio e de monitoramento da região para auxiliar na reconstrução do trajeto do veículo após a colisão.
A ação foi movida contra a pessoa jurídica ligada ao jogador, aberta em 2024 e registrada com atividades relacionadas a marketing e agenciamento esportivo. Na época em que o caso veio à tona, a assessoria de John Kennedy informou que o jogador não se pronunciaria publicamente e que aguardaria os desdobramentos legais. Procurado pela reportagem, ele não se pronunciou. Espaço segue em aberto.
