Dois homens foram presos pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (19), suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em aplicar o golpe conhecido como “Boa Noite Cinderela” contra turistas brasileiros e estrangeiros no Rio.
Cláudio Rafael Silva de Queiroz de Pontes e Marcelo Silveira da Silva Filho foram localizados por policiais da 12ª DP (Copacabana).
Um terceiro investigado, Caio da Silva Marcos Alves, apontado como integrante do grupo, está foragido.
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Segundo a investigação, os criminosos usavam perfis falsos em aplicativos de relacionamento para atrair turistas para encontros em praias da Zona Sul.
Depois de dopar as vítimas, o grupo roubava celulares e os utilizava para acessar aplicativos bancários, fazer transferências e compras.
Em um dos casos investigados, uma transação de R$ 1.370 foi realizada poucas horas depois de uma vítima ser dopada em Copacabana.
O pagamento foi direcionado a uma empresa registrada em nome de Marcelo Silveira da Silva Filho.
Aos investigadores, ele disse que um dos suspeitos do esquema pediu para usar sua máquina de pagamentos para passar o cartão e afirmou não saber que o dinheiro tinha origem criminosa.
A transação acabou sendo cancelada.
Dinheiro, bebidas caras e viagens
Imagens das redes sociais dos investigados também foram analisadas pela polícia.
Segundo o inquérito, publicações mostram os suspeitos exibindo dinheiro, roupas de marca, bebidas caras, videogames, computadores e viagens de luxo.
A investigação aponta que o grupo atuava pelo menos desde janeiro de 2025 e que outros suspeitos já foram identificados em inquéritos envolvendo crimes com o mesmo modo de atuação.
Turista tomou menos da metade da bebida e apagou
O caso que levou à identificação de Cláudio, Marcelo e Caio ocorreu em 10 de agosto de 2025, na Praia de Copacabana.
Um turista de Rondônia contou à polícia que conheceu pelo Grindr um homem que usava o perfil “Ângelo” e marcou um encontro próximo ao Copacabana Palace.
Ao chegar ao calçadão, encontrou “Ângelo” acompanhado de outro homem.
A vítima comprou três caipirinhas e tomou menos da metade da sua.
Pouco depois, perdeu a consciência.
Segundo seu depoimento, ele não havia ingerido álcool nem usado drogas antes do encontro.
O turista só acordou horas depois, já na manhã seguinte, sem o celular e com dificuldades para falar e andar.
Ele foi levado para atendimento médico e passou por exame no Instituto Médico Legal (IML), que encontrou clonazepam e seu metabólito na urina.
Imagens de câmeras de segurança registraram o encontro na Avenida Atlântica.
A vítima reconheceu formalmente Caio por fotografia e afirmou não ter dúvidas de que ele era o homem que utilizava o perfil “Ângelo”.
A polícia também identificou uma transação de R$ 1.370 feita com o cartão da vítima às 23h40 do mesmo dia do encontro.
Para os investigadores, as imagens, os depoimentos, os registros das transações e os demais elementos reunidos no inquérito apontam para a atuação conjunta dos três.
Caio, Cláudio e Marcelo foram indiciados por roubo qualificado e associação criminosa.
Caio continua foragido.
A Polícia Civil pede que possíveis vítimas ou pessoas com informações sobre o grupo entrem em contato com a 12ª DP pelo WhatsApp (21) 98596-7380 ou pelo telefone (21) 2332-7914.
O sigilo é garantido.
Tomou uma caipirinha e apagou: polícia prende dupla suspeita de aplicar ‘Boa Noite Cinderela’ em turistas no Rio
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