Tomografia é usada para avaliar saúde das árvores em Niterói

 

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A prefeitura passou a utilizar tecnologia de ponta para avaliar sinais de fragilidade nas árvores, através do uso de tomografia. A medida permite identificar o estado interno dos troncos e estimar com maior precisão o risco de queda. De acordo com o município, a ferramenta vem sendo aplicada de forma direcionada em casos que exigem diagnóstico mais aprofundado e integra o protocolo de segurança arbórea adotado pela prefeitura.

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A ação faz parte de um conjunto de normas coordenadas pela Secretaria municipal de Conservação e Serviços Públicos (Seconser), que inclui o monitoramento contínuo da vegetação urbana e iniciativas como o Arboribus e o Verdes Notáveis. De acordo com a pasta, atualmente a cidade conta com 64.601 árvores catalogadas em um sistema que reúne informações detalhadas sobre cada exemplar.

Na prática, a espécie de “raio X” usa sensores instalados ao redor do tronco que emitem sinais capazes de atravessar a madeira e retornar com dados sobre sua integridade. Processados em tempo real, os resultadossão apresentados em gráficos, nos quais áreas em vermelho indicam regiões comprometidas, como cavidades, sinais de apodrecimento interno ou presença de cupins.

Participação popular

Com base nesses dados, a prefeitura define as medidas de manejo. Árvores com risco inferior a 35% passam por intervenções como poda, desbaste ou redução de copa, para diminuir o peso e aliviar a pressão sobre a estrutura. Já exemplares com índices mais elevados entram na faixa considerada crítica e podem ser incluídos no protocolo de remoção. A população também participa desse processo, diz a prefeitura, por meio do aplicativo Colab, que permite informar onde há árvores com risco, solicitar podas e indicar locais para novos plantios.

O monitoramento é reforçado pelo Arboribus, considerado um dos censos arbóreos mais completos do país. Cada árvore catalogada tem registrados dados como nome popular, nome científico, origem, altura, dimensões da copa e circunferência do tronco, além de avaliação fitossanitária — classificada como boa, regular, ruim ou morta. As informações são atualizadas continuamente e integradas ao sistema SiGeo, que registra as intervenções realizadas pelas equipes da Seconser.

Segundo a secretária municipal de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa, o uso de tecnologia aliado ao acompanhamento sistemático permite orientar decisões mais seguras e eficientes.

— O objetivo é manter o equilíbrio entre o verde e o espaço urbano, garantindo conforto térmico, qualidade do ar e segurança para todos. Ao integrar tecnologia, monitoramento contínuo e planejamento ambiental, avançamos na construção de uma arborização mais segura e resiliente — afirma.

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