Por João Renato AlvesPostado em 05 de novembro de 2026 Embora seja um dos guitarristas mais celebrados do rock, a trajetória musical de Tom Morello também foi marcada por uma boa dose de fracassos.
Em entrevista à revista Guitar World, o músico detalhou algumas das adversidades que enfrentou e explicou como elas, a longo prazo, o tornaram um artista melhor. O primeiro ocorreu antes mesmo da fama.
Na verdade, toda a sua carreira poderia nem ter acontecido, não fosse por um disco transformador que despertou nele a inspiração para voltar a tocar. "Tinha 13 anos e queria aprender 'Black Dog', do Led Zeppelin, e 'Detroit Rock City', do Kiss.
Não consegui e desisti da guitarra. Disse à minha mãe: 'Música não é para mim'.
O instrumento ficou guardado no armário por quatro anos antes que voltasse a tocá-lo. Depois de conseguir uma fita cassete dos Sex Pistols, surgiu uma determinação de trilhar meu próprio caminho, sem aulas, encontrar minha própria voz sem que ninguém dissesse o que fazer."
O segundo fracasso resultou em um de seus maiores triunfos como músico. Envolve uma guitarra que hoje é bastante famosa.
"Comprei uma guitarra caríssima em uma loja especializada em Los Angeles. Foi a pior que já toquei.
Tanto a sensação ao tocar quanto a aparência eram péssimas, e eu tinha gastado um dinheirão. Passei o ano seguinte trocando o braço, os captadores, a parte elétrica e a alavanca de tremolo.
Além disso, eu tinha um amplificador que, na minha opinião, era uma porcaria." Tom buscava um som específico, que conseguia ouvir claramente em sua mente, mas não conseguia reproduzir, mesmo após horas de ensaio.
"Eu estava perdendo tempo demais me preocupando com o timbre, em vez de criar. Então, marquei as regulagens no amplificador e decidi: 'É esta a guitarra que tenho, é este o equipamento de que disponho'.
Tratava-se da guitarra 'Arm the Homeless', do meu amplificador Marshall de 50 watts e da caixa acústica Peavey - um conjunto que usei na gravação de 22 discos." O terceiro fracasso é algo não incomum, especialmente entre músicos que estão começando em seu primeiro contato com a indústria fonográfica.
"Aconteceu quando minha banda, Lock Up, foi dispensada pela gravadora. Mudei-me para Hollywood para ser um astro do rock e gravar discos.
Consegui um contrato, o que foi espetacular. Nosso disco foi lançado e, 15 minutos depois, fomos dispensados.
Fracassei na minha missão." Sobre essa experiência, ele acrescentou: "O produtor daquele disco pediu que eu maneirasse e tocasse de um jeito mais suave.
Depois disso, jurei nunca mais tocar uma única nota em que não acreditasse. Foi aí que comecei a compor os riffs para o Rage Against the Machine."
O quarto fracasso musical de Morello ainda é, de certa forma, um trabalho em andamento. "O último pilar caído da minha carreira: não ter conseguido manter o Rage Against the Machine e o Audioslave juntos.
Eu tinha essas duas bandas gigantescas, com bilhões de streams e elas se dissiparam." O álbum mais recente de Tom Morello é o trabalho solo "Everyone Gets Everything They Want", disponibilizado no último dia 25 de setembro.
É o primeiro disco solo do músico focado no rock. Inclui parcerias com nomes como Serj Tankian (System of a Down), Beartooth e o trio Kneecap, além de colaborações com seu filho, Roman Morello.
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