Toffoli manda PF enviar ao STF conteúdo encontrado em celulares e computadores apreendidos na investigação do Banco Master

 

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O ministro Dias Toffoli, relator do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira que a Polícia Federal (PF) envie à Corte os dados de todos os celulares e computadores apreendidos e periciados na investigação.

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Toffoli determinou que a PF encaminhe ao Supremo Tribunal Federal:

O conteúdo dos aparelhos e de outras mídias que foram apreendidos, na íntegra;

Laudos periciais sobre o referido material, incluindo dados telemáticos, informáticos e telefônicos;

Outros elementos de prova já documentados, mas que ainda não estão encartados nesse inquérito.

No documento, Toffoli responde a um requerimento de defesa que relatou dificuldades na obtenção de cópias de laudos periciais eletrônicos disponibilizados pela PF, que alegou problemas técnicos e necessidade de autorização judicial específica em razão do enorme volume de arquivos armazenados.

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Diante disso, o ministro ordenou especificamente que a Polícia Federal encaminhe ao STF, integralmente, o conteúdo dos aparelhos e de outras mídias apreendidos; envie os laudos periciais completos sobre esses materiais, incluindo dados telemáticos, informáticos e telefônicos e remeta outros elementos de prova já documentados que ainda não integrem o inquérito. 

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O despacho destaca que essas medidas devem ser cumpridas imediatamente para garantir o exercício pleno da defesa no processo. 

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Nesta semana, a PF entregou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin,  um relatório pericial sobre o celular de Daniel Vorcaro, controlador do banco, que teria identificado menções ao nome do ministro Dias Toffoli em mensagens encontradas no aparelho. A informação foi inicialmente relatada por veículos como UOL e confirmada pelo GLOBO. Após esse encaminhamento, um pedido de suspeição contra Toffoli foi aberto na Corte.

Na quarta-feira, em nota, o gabinete de Toffoli afirmou ter recebido um "pedido de declaração de suspeição" elaborado pela PF para se afastar da relatoria do caso do Banco Master, mas tratou o relatório entregue a Fachin como baseado em "ilações".

"O gabinete do Ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações. Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte", diz a nota.

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