Tiger Woods fará tratamento fora dos EUA, após acidente de carro, por preocupação com privacidade, diz jornal

 

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O astro do golfe Tiger Woods recebeu aprovação de um juiz, nesta quarta-feira (1º), para buscar "tratamento abrangente de internação" fora dos Estados Unidos, informou o jornal norte-americano New York Post nesta tarde. A autorização visa a preservar a privacidade do atleta após sua prisão por dirigir sob efeito de substâncias e se envolver em um acidente de trânsito na Flórida, na última sexta-feira, confirmou o The Post.

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O advogado de Tiger Woods, Douglas Duncan, argumentou no pedido que "com base no médico que trata o réu, a recomendação de tratamento em uma clínica fora do país se fundamenta na complexa apresentação clínica do réu e na necessidade urgente de um nível de atendimento que não pode ser realizado com segurança ou eficácia nos Estados Unidos, visto que sua privacidade foi repetidamente violada", publicou o The Post.

Após o acidente, com a chegada da polícia, o golfista se recusou a fazer um exame toxicológico. Em seguida, agentes encontraram dois comprimidos de hidrocodona no bolso de Woods, além de um analgésico com receita médica. Ele foi preso e solto horas depois após o pagamento de fiança.

Segundo a polícia, o golfista trafegava em alta velocidade em uma estrada estreita, onde o limite é de 30 milhas por hora (48 km/h), e atingiu o outro veículo ao tentar ultrapassagem. O carro em que estava capotou sobre a porta do motorista ao colidir com uma caminhonete com reboque. O golfista de 50 anos não ficou ferido. Ele precisou sair do veículo pelo lado do passageiro.

Tiger Woods se declarou inocente de dirigir sob influência de álcool. Na terça-feira, ele emitiu um comunicado, em que afirmou que estava se afastando para "buscar tratamento e focar na minha saúde. Isso é necessário para que eu possa priorizar meu bem-estar e trabalhar em busca de uma recuperação duradoura", diz um trecho.

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'Amigo próximo' de Donald Trump

Woods já havia se envolvido em um acidente grave em 2021, na Califórnia, que deixou sequelas na perna direita e exigiu múltiplas cirurgias. Ele afirmou que quase teve a perna amputada.

O atleta vinha tentando retornar ao circuito após uma ruptura do tendão de Aquiles e uma cirurgia nas costas. Nesta semana, participou das finais da TGL e avaliava disputar o Masters de abril.

Em 2017, também foi preso após um incidente de trânsito e se declarou culpado de condução imprudente.

O presidente Donald Trump comentou o caso desta sexta-feira:

— Lamento muito, ele está passando por algumas dificuldades, houve um acidente, e isso é tudo o que sei. É um amigo muito próximo meu, é uma pessoa incrível, um homem incrível, mas, é, algumas dificuldades.