Textor e presidente do Botafogo viajam para discutir aporte com auditoria externa; associativo estuda caminho sem o americano

 

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Enquanto o Botafogo atropelava o Cruzeiro ontem, no Nilton Santos, na vitória por 4 a 0 pela estreia do Campeonato Brasileiro, uma reunião entre John Textor e membros da diretoria social definia o rumo dos próximos dias nos bastidores da SAF. Foi exigida uma auditoria externa, conduzida por um banco parceiro do clube, para estudar a viabilidade, condições e origem do dinheiro prometido pelo dirigente para entrar no caixa alvinegro. Em paralelo, o associativo passou a estudar um futuro sem o empresário americano.

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Há dois caminhos discutidos após promessas de John Textor para a entrada de dinheiro no Botafogo. Um revelado ontem pelo próprio Textor, que afirmou que irá pagar do próprio bolso os US$ 30 milhões devidos ao Atlanta United e que mantém o clube no transfer ban. Tanto a diretoria da SAF quanto do associativo precisam aprovar a entrada desse recurso, mas, até o momento, nenhuma das duas partes receberam sinalizações nesse sentido. O outro, conhecido há mais tempo, é o aporte através de um empréstimo de US$ 50 milhões.

Tanto a ala social quanto a diretoria da SAF não veem com bons olhos o empréstimo planejado por Textor, por conta dos termos contratuais, que contam com juros altos e a venda de jogadores como garantia de pagamento. A ideia da auditoria é, então, entender tecnicamente a origem dos recursos prometidos, a sustentabilidade financeira do projeto a longo prazo e os riscos que a operação pode representar para o Botafogo.

Na manhã desta quinta-feira, John Textor e João Paulo Magalhães Lins, presidente do clube social, viajaram juntos para São Paulo. Na agenda da dupla estão reuniões com o banco responsável pela auditoria externa.

John Textor e João Paulo Magalhães viajaram para São Paulo para se reunirem com empresas de auditoria externa que avaliarão a validade do aporte prometido pelo empresário americano, que pretende tirar o dinheiro do próprio bolso

O GLOBO

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No momento, o clima é pacífico entre as partes. Após um período de rusgas, Textor e João Paulo voltaram a dialogar com parcimônia e têm tentado construir juntos uma solução para a crise financeira do Botafogo. A ala social, porém, entende que precisa agir com firmeza e que, se não houver nenhum cenário positivo com o empresário americano, há a possibilidade real de que optem por um futuro sem John Textor na SAF.

Se esse for o caso, o clube social pediria a queda da liminar na Justiça do Rio de Janeiro que mantém Textor no controle do Botafogo.

Já John Textor, por sua vez, tenta reconquistar o prestígio interno e externo. Depois de ter os planos inicialmente frustrados para conseguir aprovar o empréstimo de US$ 50 milhões, o dirigente ainda teve a situação piorada com o vazamento das negociações para vender Danilo e Montoro ao Nottingham Forest. Por isso, o empresário americano vê na entrada do dinheiro para resolver o transfer ban a cartada final para tentar se reerguer nos bastidores da SAF do Botafogo.