John Textor comentou a negociação envolvendo o meia Thiago Almada e a informação de que o Botafogo obteve um empréstimo junto a um fundo, antecipando os valores correspondentes aos direitos econômicos do jogador, e que não receberia mais por sua venda neste momento.
Com a transferência do meia do Atlético de Madrid para o River Plate, por cerca de 20 milhões de euros, a participação de 50% mantida pelo Botafogo geraria um retorno mínimo de 10 milhões de euros.
No entanto, como esse crédito já havia sido cedido em uma operação de antecipação de recebíveis, os recursos deverão ser destinados ao fundo financiador.
Em comunicado ao blog, Textor contestou a interpretação de que o Botafogo deixará de receber recursos com a negociação e afirmou que a operação seguiu um modelo comum de financiamento de recebíveis.
Para ele, a antecipação de recebíveis utilizada pelo Botafogo é uma prática recorrente no mercado financeiro e no futebol, não devendo ser tratada como uma operação excepcional.
Textor também rejeita a ideia de que o clube tenha sido prejudicado financeiramente.
Segundo ele, "os recursos relacionados a essa transação já haviam sido recebidos por meio da estrutura de financiamento" e, por isso, "não se trata de um dinheiro que deixou de chegar ao clube, mas de uma operação financeira na qual recebíveis futuros já haviam sido antecipados".
Foi o que o blog trouxe.
Sobre Almada, o empresário afirma que o argentino continua sendo um jogador de grande qualidade, mas pondera que sua passagem pela Europa não correspondeu às expectativas.
"Ele foi para a Europa e não teve oportunidades significativas de jogar", escreveu, acrescentando que, diante desse cenário e da estrutura da negociação, "o Botafogo recebeu um valor muito bom pelo atleta".
No contrato com o Atlético de Madrid, o Botafogo teria direito a 50% de futura venda com piso mínimo de 10 milhões de dólares para um eventual retorno.
Caso não houvesse venda até 2029, o clube poderia acionar um gatilho para receber esse valor, mas preferiu acionar o fundo para garantir a quantia de forma antecipada.
Leia a íntegra do posicionamento de John Textor:
"Essa narrativa não reflete com precisão a realidade da transação e precisa ser colocada no devido contexto.
Estamos falando de uma estrutura tradicional de financiamento de recebíveis, uma prática comum no mercado financeiro e amplamente utilizada por empresas e clubes de futebol em todo o mundo.
Apresentá-la como algo incomum pode criar uma impressão equivocada sobre a natureza da operação.
O ponto principal é que os recursos relacionados a essa transação já haviam sido recebidos por meio da estrutura de financiamento.
Portanto, sugerir que o Botafogo foi prejudicado por não receber novamente esses valores não corresponde à realidade.
Não se trata de um dinheiro que deixou de chegar ao clube, mas de uma operação financeira na qual recebíveis futuros já haviam sido antecipados.
Em relação ao jogador, nós gostamos muito dele e sempre reconhecemos seu valor.
Mas ele foi para a Europa e não teve oportunidades significativas de jogar, enquanto seu valor de mercado é claro e pode ser observado em todo o mercado.
Considerando as circunstâncias e a estrutura geral da operação, o Botafogo recebeu um valor muito bom pelo atleta.
O mais importante é que os fatos sejam analisados dentro de seu devido contexto financeiro e esportivo, sem criar uma impressão que não corresponda à realidade das transações."
John Textor
