Texto de um acordo entre EUA e Irã está sendo finalizado, informa mídia árabe
Os trabalhos para finalizar o texto de um acordo entre Estados Unidos e Irã estão em andamento, e sua conclusão pode ser anunciada dentro de algumas horas, informou a emissora árabe Al Arabiya nesta quarta-feira (20), citando fontes.
Segundo a reportagem, o chefe do exército paquistanês, Asim Munir, poderá visitar o Irã na quinta-feira (21) para anunciar a versão final do acordo.
O relatório acrescentou que uma nova rodada de negociações seria realizada em Islamabad após a temporada do Hajj.
A informação surge após o presidente americano, Donald Trump, dizer que os EUA estavam na 'fase final' da questão iraniana.
Segundo ele, em declaração a repórteres antes de embarcar no avião Air Force One, ou 'chegamos a um acordo, ou teremos que tomar medidas drásticas, mas esperemos que isso não aconteça'.
'Todo mundo diz que estou com pressa por causa das eleições de meio de mandato. Mas não estou com pressa. Prefiro ver algumas pessoas mortas a muitas. Podemos ir para qualquer lado. Mas prefiro ver algumas pessoas mortas', acrescentou.
Na mesma declaração, Trump afirmou que concorda com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em relação à guerra contra o Irã. Segundo ele, o premiê fará 'tudo que eu quiser'.
A declaração foi feita a repórteres em uma base aérea em Maryland, perto de Washington.
'Ele é um primeiro-ministro em tempos de guerra, e eu simplesmente não acho que o tratam bem', acrescentou Trump.
Ele também brincou sobre a possibilidade de se candidatar a primeiro-ministro em Israel. E declarou que está com '99% de aprovação em Israel'.
'Então, talvez depois de fazer isso, eu vá para Israel e me candidate a primeiro-ministro. Fiz uma pesquisa hoje de manhã'.
Trump foi questionado sobre seu relacionamento com o primeiro-ministro israelense depois que o Canal 12 de Israel noticiou que os dois tiveram uma 'longa e dramática conversa telefônica' durante a noite, sem dar mais detalhes.
O presidente afirmou que 'não tinha pressa' em relação a um acordo com o Irã.
Nesta mesma quarta-feira (20), surgiu a informação do jornal israelense Haaretz que as Forças Armadas de Israel foram surpreendidas quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou, que estava 'a apenas uma hora' de decidir se ordenaria novos ataques ao Irã na noite anterior.
O jornal informou que os comandantes das Forças de Defesa de Israel acreditavam que o momento de qualquer retomada das hostilidades 'seria cuidadosamente coordenado com Israel com antecedência'.
A publicação afirmou que autoridades israelenses acreditavam que qualquer retomada dos ataques dos EUA contra o Irã 'poderia levar quase imediatamente ao envolvimento direto de Israel nos combates', acrescentando que era possível que alguns políticos de alto escalão tivessem sido informados, mas a mensagem não foi transmitida aos militares.
Em uma publicação nas redes sociais na noite de segunda-feira, Trump afirmou ter decidido cancelar os ataques ao Irã planejados para terça-feira (19), a pedido de aliados dos EUA no Golfo, que, segundo ele, o informaram que negociações 'sérias' estavam em andamento para um acordo de paz.
Putin e Xi Jinping condenam ataques 'traiçoeiros' dos EUA e pedem fim da guerra no Irã
Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e presidente da China, Xi Jinping, se encontram em Pequim.
Kristina Solovyova / POOL / AFP
O presidente chinês, Xi Jinping, recebeu o presidente russo, Vladimir Putin, em Pequim nesta quarta-feira (20), e os dois líderes divulgaram uma declaração conjunta instando ao fim da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã como uma questão de 'extrema urgência'.
Os dois países concordaram que os ataques dos EUA e de Israel 'violam o direito internacional e as normas fundamentais das relações internacionais, além de prejudicarem seriamente a estabilidade no Oriente Médio'.
A declaração enfatizou 'a necessidade de um retorno, o mais breve possível, das partes em conflito ao diálogo e às negociações com o objetivo de impedir a propagação da zona de conflito e instou a comunidade internacional a manter uma posição objetiva e imparcial, a auxiliar na desescalada e a defender em conjunto as normas fundamentais das relações internacionais'.
Os dois líderes também condenaram o que chamaram de 'ataques militares traiçoeiros contra outros países, o uso hipócrita de negociações como pretexto para preparar tais ataques, o assassinato de líderes de estados soberanos, a desestabilização da situação política interna nesses estados e a provocação de mudança de regime, além do sequestro descarado de líderes nacionais para julgamento'.
