Teste da cadeira: como saber se seu parente idoso corre risco de se machucar numa queda simples
O ato de levantar e sentar de uma cadeira repetidas vezes por 30 segundos pode parecer um exercício simples, mas a quantidade de vezes que um idoso consegue fazer esse movimento – e a potência que ele emprega – é um forte preditor de quedas, fraturas, internações prolongadas e até morte nos próximos anos.
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É o que mostra um estudo espanhol com quase 1.900 pessoas com mais de 65 anos, publicado no Journal of Sport and Health Science.
Cientistas da Universidade de Castilla-La Mancha acompanharam quase 2 mil voluntários por até 10 anos para descobrir se o teste simples poderia prever quem teria mais risco de cair, quebrar ossos, ser hospitalizado ou até morrer.
A base do estudo era saber se a potência muscular relativa é um bom sinal de alerta para problemas graves de saúde na terceira idade.
Diferença entre homens e mulheres
Os pesquisadores descobriram que idosos que tinham dificuldade para levantar da cadeira — utilizando uma fórmula que mistura altura, peso e número de repetições — tiveram mais quedas, mais fraturas (em homens), mais fraturas de quadril (em mulheres), internações mais longas e um risco de morte até duas vezes maior nos dez anos em que foram acompanhados.
Para mulheres com pontuação baixa, o risco de ter fraturas no quadril é até 3 vezes maior do que quem conseguiu uma pontuação “na média”. Para homens, a falta de força está ligado a um histórico de quedas e fraturas por todo o corpo: homens com baixa potência tiveram 73% a mais de chance de terem reportado uma queda e 86% de terem tido algum tipo de fratura.
No caso de hospitalizações, uma menor capacidade de realizar a transição da posição sentada para a posição em pé foi associada a um maior tempo de internação hospitalar e a uma maior probabilidade de óbito durante o período de acompanhamento.
Tanto homens quanto mulheres com menos força muscular foram hospitalizados mais vezes e por mais tempo: entre os homens com baixa potência, a média de internação hospitalar foi de cerca de 4 dias por admissão, em comparação com cerca de 2,5 dias para aqueles com potência normal. Para as mulheres, a diferença foi de 2,7 dias contra 1,9 dias.
Como fazer o teste da cadeira
O teste é muito simples: a pessoa idosa precisa levantar e sentar da cadeira sem apoios: ambas as mãos devem ficar coladas ao peito, para que não tenha riscos do idoso se apoiar em algo para levantar.
Então, é só repetir o movimento por 30 segundos, sempre sentando na parte da frente da cadeira. Conte apenas as repetições em que você conseguir ficar totalmente em pé e tocar a cadeira com as nádegas pelo menos uma vez.
Uma mulher de 1,60 com 68 quilos, que consegue completar a repetição 14 vezes em 30 segundos, por exemplo, recebe um score de 2.10, o que está acima da média de 2.01.
Como a equação para obter esse score é um pouco complexa, a pessoa pode usar o aplicativo Powerfrail, que faz o cálculo de forma automática, sem necessidade de papel e caneta: basta inserir seus dados.
