Terremotos na Venezuela: EUA, Índia, China e países europeus oferecem ajuda; saiba mais
Os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que atingiram a Venezuela na quarta-feira e deixaram ao menos 164 mortos e mais de 971 eridos provocaram uma onda de solidariedade internacional. Governos de diferentes continentes anunciaram apoio às autoridades venezuelanas, com ofertas que vão desde equipes de resgate e ajuda humanitária até transporte militar e cooperação para reconstrução.
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Os Estados Unidos foram um dos primeiros países a se manifestar. O presidente Donald Trump afirmou que o governo americano está “pronto, disposto e apto a ajudar” a Venezuela diante da tragédia, enquanto o secretário de Estado, Marco Rubio, informou que Washington enviará imediatamente equipes de busca e salvamento, recursos médicos e assistência humanitária para as áreas afetadas.
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A Índia também colocou sua estrutura à disposição. Em mensagem publicada nas redes sociais, o primeiro-ministro Narendra Modi disse estar “profundamente entristecido” com a devastação causada pelos terremotos e transmitiu condolências às famílias das vítimas, acrescentando que o país está preparado para prestar “toda a assistência possível”.
A China seguiu a mesma linha. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, declarou que Pequim está disposta a fornecer toda a ajuda necessária, conforme as demandas apresentadas pelo governo venezuelano, e informou que, até o momento, não havia registro de cidadãos chineses entre as vítimas.
Na Europa, a Alemanha anunciou que pode disponibilizar, em curto prazo, seis aeronaves militares Airbus A400M para apoiar as operações de socorro, caso seja solicitada oficialmente. A Espanha ofereceu assistência emergencial por meio de sua Unidade Militar de Emergências (UME) e da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID), enquanto o ministro das Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares, conversou com autoridades venezuelanas para coordenar a ajuda.
A Itália informou que solicitará à União Europeia a ativação do Mecanismo de Proteção Civil do bloco, instrumento utilizado para coordenar e financiar respostas a grandes desastres naturais. Segundo o chanceler Antonio Tajani, Roma acompanha de perto a situação e está pronta para contribuir com as ações humanitárias.
Portugal também adotou medidas de apoio, disponibilizando canais de emergência para cidadãos portugueses que vivem na Venezuela por meio de seus consulados-gerais em Caracas e Valência, orientando que situações urgentes sejam comunicadas às representações diplomáticas.
Os terremotos registrados na quarta-feira foram os mais intensos a atingir a Venezuela em mais de um século, segundo dados históricos do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Além da destruição em Caracas e em outras regiões do país, os tremores foram sentidos na Colômbia e em partes do Brasil, provocando uma mobilização internacional enquanto equipes de resgate seguem em busca de sobreviventes sob os escombros.
