Terra vai ficar sem gravidade em agosto de 2026? Entenda por que isso é impossível, segundo a Nasa

 

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A ideia de que a Terra poderia ficar sem gravidade por alguns segundos tem circulado nas redes sociais, mas, segundo pesquisadores, esbarra em um obstáculo intransponível: as leis básicas da física. Diante do boato, a Nasa foi direta ao classificar a hipótese como uma “besteira absoluta”, deixando claro que não existe mecanismo conhecido capaz de provocar um evento desse tipo.

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A narrativa que ganhou força na internet afirmava que, em 12 de agosto, o planeta sofreria uma perda momentânea de gravidade, gerando caos global. As publicações descreviam um cenário extremo, com milhões de mortes e até supostos investimentos bilionários da agência espacial para lidar com o fenômeno.

Para cientistas, o problema da teoria começa no conceito mais elementar da gravidade. Essa força não é algo que possa ser “ligado” ou “desligado” de forma repentina: ela existe porque a Terra tem massa. É justamente essa massa que mantém pessoas, oceanos, edifícios e a própria atmosfera presos ao planeta. Sem ela, não haveria apenas alguns segundos de desordem, mas um colapso completo da estrutura terrestre.

Em declaração ao site de checagem Snopes, um porta-voz da Nasa foi categórico ao afirmar que isso não vai acontecer. Do ponto de vista científico, para que a gravidade da Terra desaparecesse, seria necessário que o planeta perdesse uma quantidade gigantesca de matéria — algo que envolveria o núcleo, o manto, a crosta, os oceanos ou a atmosfera. Trata-se de uma hipótese considerada impossível dentro de tudo o que se conhece sobre física e astronomia.

O que vai acontecer em 12 de agosto?

A confusão em torno da data tem origem em um evento real, mas mal interpretado. No dia 12 de agosto, está previsto um eclipse solar total, fenômeno astronômico raro e amplamente estudado. Apesar do alinhamento entre Sol, Lua e Terra, não ocorre qualquer alteração incomum na gravidade do planeta. As interações gravitacionais entre esses corpos celestes são responsáveis pelas marés e seguem padrões previsíveis há bilhões de anos.

Ao comentar a origem do boato, a agência não poupou críticas e afirmou que a ideia “pode ser atribuída a uma teoria conspiratória estúpida e barata, impulsionada na internet por pessoas que não sabem como a gravidade funciona”.

Com a aproximação do eclipse, a Nasa aproveitou para reforçar orientações de segurança. A observação do Sol deve ser feita apenas com óculos de eclipse certificados, já que olhar diretamente para o astro pode causar danos permanentes à visão. A exceção é o breve período de totalidade, quando a Lua cobre completamente o Sol; fora desse momento, a proteção ocular continua sendo indispensável.