O empresário Pablo Marçal pediu a anulação do segundo turno da eleição presidencial e defendeu um “terceiro turno”. Em vídeo gravado depois da apuração e publicado nesta segunda-feira (26) no Instagram, Marçal disse que a eleição “tá maculada” e pediu que os seguidores gravem vídeos com a frase “terceiro turno já”.
No vídeo, Marçal conta que tinha acabado de sair do QG da apuração e diz que acha “difícil esse resultado”. Segundo ele, houve “mudança de regra no percurso”, e por isso seria preciso anular a votação e fazer uma nova eleição.
O alvo principal das críticas foi a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF. De acordo com Marçal, o PL fez o pedido para 17 cidades e o PT para duas, mas a decisão valeu para as 5.572 cidades do país.
Ele afirmou que houve “supressão de instância” do Tribunal Superior Eleitoral e comparou o caso com 2022, quando, segundo ele, Alexandre de Moraes não deixou prorrogar o prazo. “Eu, como jurista, tenho vergonha do Judiciário desse país”, disse.
Marçal também citou as pesquisas divulgadas antes da votação e a boca de urna, que, segundo ele, mostravam Flávio Bolsonaro na frente, e questionou a abstenção em estados como o Ceará. Ele disse que confia no processo eleitoral, mas que vai analisar os dados “número por número” com uma equipe de analistas.
Na gravação, Marçal apresenta três cenários. No primeiro, a eleição seria anulada e haveria um terceiro turno.
No segundo, Lula “não consegue governar nem 90 dias” e sofreria impeachment, porque, segundo Marçal, a maioria do Congresso está com o grupo de Flávio Bolsonaro. O terceiro ele não detalhou.
No fim do vídeo, Marçal agradeceu a Flávio Bolsonaro por ter “aguentado toda a pressão” e pediu que os seguidores postem vídeos pedindo o terceiro turno. © Jornal Razão.
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