O termo xenófobo remigração surge em pichação e no Parlamento após o governo de Portugal reprimir com violência manifestações por moradia no Porto e em Lisboa, que têm porta-vozes brasileiros. O conceito anti-imigração defendido por deputados de ultradireita no Parlamento ganhou as ruas e redes após o dedo xenófobo ser apontado aos residentes estrangeiros pela falta de moradia acessível.
A remigração é a volta obrigatória do imigrante para o país de origem. Quem defende quer saída fácil para achar culpados para os problemas que levam milhares de pessoas às ruas, sendo a maioria portuguesa.
Cartazes de movimentos nacionalistas fincados em locais públicos defendem o ato xenófobo contra o recorde de estrangeiros, erroneamente associado à falta de moradia e alta dos preços. A brasileira Priscila Valadão é porta-voz dos manifestantes e tem recebido ameaças, assim como outros brasileiros que vivem no país, sofrem com precariedade na moradia e ainda pagam mais cauções.
O Portugal Giro publicou que os manifestantes brasileiros foram agredidos e receberam mensagens de ódio nas redes sociais. Discursos oficiais também fortalecem a teoria discriminatória.
O ministro da Defesa, Nuno Melo, ressaltou o sotaque brasileiro entre os manifestantes. O mesmo faz a sigla de ultradireita Chega.
Era expectável xenofobia de quem elegeu a segunda força no Parlamento com programa anti-imigração. Admirável é o governo de centro-direita mimetizar.
Ao ressaltar sotaque brasileiro e defender violência policial contra protestos pacíficos por moradia, o governo ʽalugaʼ narrativa da ultradireita.
O Globo