Tentativa de ataque a Trump gera revisão de segurança 'às pressas' antes de ida do rei Charles III aos EUA
O rei do Reino Unido, Charles III, desembarca em Washington nesta segunda-feira em um momento de tensão nas relações transatlânticas e de grande preocupação com a segurança.
O tiroteio ocorrido em um jantar em Washington, no sábado (25), com a presença do presidente americano, Donald Trump, desencadeou uma revisão de segurança de última hora da visita de Estado de quatro dias, que tinha como objetivo celebrar o 250º aniversário dos Estados Unidos e a 'relação especial' entre os EUA e o Reino Unido.
As informações são da rede de TV americana CNN.
O Palácio de Buckingham informou que o rei 'está muito aliviado em saber que o presidente, a primeira-dama e todos os convidados saíram ilesos'. Após uma avaliação de segurança, a coroa afirmou que a viagem 'prosseguirá conforme o planejado'.
Um desentendimento entre o governo do Reino Unido, especialmente do premiê, Keir Starmer, e Trump sobre questões como a guerra com o Irã já havia aumentado a importância política da visita do monarca britânico.
Atirador que invadiu jantar de Trump passa por audiência de custódia nesta segunda (27)
Trump divulga foto de atirador
Reprodução / Redes sociais
O atirador que invadiu o jantar do presidente Donald Trump com correspondentes da Casa Branca vai passar por audiência de custódia nesta segunda-feira (27). Ele deve responder por tentativa de assassinato de um oficial federal; agressão com arma perigosa e disparo de arma de fogo em local público.
As autoridades ainda avaliam se haverá acusação formal por tentativa de assassinato do presidente e investigam as motivações do ataque.
Cole Thomas Allen, de 31 anos, estava hospedado no mesmo hotel em que ocorria o tradicional jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca. Ele é crítico das políticas externa e migratória de Donald Trump e foi preso por agentes do Serviço Secreto.
O presidente Donald Trump; a primeira-dama Melania; o vice-presidente JD Vance e membros do gabinete foram retirados às pressas sob proteção armada. Um agente do Serviço Secreto foi atingido no peito, mas sobreviveu graças ao colete balístico.
A correspondente da TV Globo na Casa Branca, Raquel Krahenbuhl, e o chefe do escritório da emissora em Nova York, Dêni Navarro, estavam na festa e relataram que o esquema de segurança era fraco para a dimensão do evento.
O presidente Donald Trump aproveitou o episódio para defender a construção de um novo salão de festas na Casa Branca. O projeto controverso é prioridade para o governo, mas já foi embargado pela Justiça americana. O presidente afirma que a obra de 400 milhões de dólares será financiada por doações privadas, mas se recusa a divulgar os nomes dos doadores.
Neste domingo, o presidente escreveu nas redes sociais que o ataque nunca teria acontecido com o Salão de Baile Militar de Máximo Sigilo atualmente em construção na Casa Branca. Mais tarde, o líder americano reforçou o discurso em entrevista à Fox News e à rede CBS.
Na entrevista ao programa ’60 Minutes’, da rede CBS, o presidente americano se exaltou ao ser perguntado sobre as acusações que o atirador usou para justificar a tentativa de ataque. A entrevistadora perguntou qual havia sido a reação de Trump ao ler o “manifesto” atribuído ao atirador, que incluía a frase: “Não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor manche minhas mãos com seus crimes”.
Donald Trump atacou a jornalista e disse que ele não é um estuprador e nem pedófilo. O presidente disse que não está envolvido com o escândalo sexual protagonizado pelo financista Jeffrey Epstein e disse que atirador é uma pessoa doente.
