Tensão, filas e aumento de preços marcam reação na Venezuela, diz brasileiro

 

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Um brasileiro que vive em Valência, na Venezuela, contou sob condição de anonimato à CBN como foi a reação da população após a notícia do ataque dos Estados Unidos. Segundo ele, não houve alarde imediato durante a madrugada.

“Fiquei sabendo por volta das três da manhã, mas a maioria das pessoas só começou a ler as notícias quando acordou, por volta das seis horas”, relata.

A partir desse momento, a rotina da cidade mudou rapidamente.

“Quase imediatamente começaram a se formar filas nos postos de combustíveis e também nos mercados. Muitos fecharam os portões e agora só permitem a entrada de quem chega a pé”, afirma.

Ele explica que a situação da água agrava ainda mais o cenário.

“Aqui a água não é potável, então a gente precisa comprar. Neste momento, estou numa fila porque, das seis lojas da minha região que vendem água, apenas uma está aberta.”

Segundo o relato, uma água que até ontem custava 100 bolívares passou a ser vendida, na manhã deste sábado, por 300 bolívares. Apesar da tensão, o clima nas ruas é descrito como dividido.

“Existe uma sensação de alegria misturada com apreensão. Ainda não há comemorações mais calorosas porque o regime não caiu. Nas filas, ninguém comenta sobre isso.”

O brasileiro também relata aumento da presença militar.

“Valência tem um forte militar em alerta. As proximidades estão fechadas e os militares agem com certa truculência para dispersar veículos.”

Ele afirma ainda que estrangeiros estão sob vigilância constante. “Todo e qualquer estrangeiro é visto como suspeito e submetido a revistas frequentes nas estradas.”