Tenente-coronel da PM pede afastamento durante investigação de morte da esposa, a policial Gisele Alves Santana

 

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O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, da Polícia Militar de São Paulo, foi afastado nesta terça-feira de suas funções, nos desdobramentos da morte de sua esposa, a também policial Gisele Alves Santana, encontrada morta no apartamento do casal, no Brás, na região central de São Paulo, em 18 de fevereiro. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o pedido de afastamento partiu do próprio oficial.

A princípio, o caso foi tratado como suicídio, mas depois os investigadores mudaram a tipificação para "morte suspeita".

Em seu primeiro depoimento, Neto afirmou que, antes da morte de Gisele, ele pediu a separação, pois o casamento não andava bem. Na sequência, ainda segundo relato, ele ouviu um barulho vindo do chuveiro. Ao abrir a porta, afirmou ter encontrado a esposa no chão.

Porém, familiares da soldado contestam a versão de suicídio e afirmam que a jovem vivia um relacionamento conturbado com o tenente-coronel e era constantemente vítima de violência psicológica.

Até o momento, Geraldo Leite Rosa Neto não é considerado investigado.

Nesta terça-feira, o laudo necroscópico ficou pronto e indica um disparo de arma de fogo encostado no lado direito do crânio de Gisele. Também foram encontradas marcas de sangue no box do banheiro. Os exames que analisam resíduos de pólvora nas mãos de Gisele e Geraldo deram negativo para ambos.

Agora, os investigadores, em busca de novos esclarecimentos, poderão pedir à Justiça a exumação do corpo.