Tempestade Leonardo perde força após provocar morte e milhares de desalojamentos na Península Ibérica; mulher está desaparecida na Espanha
A agência estatal de meteorologia da Espanha suspendeu, nesta quinta-feira, o alerta vermelho emitido devido à passagem da tempestade Leonardo pela Península Ibérica. O fenômeno deixou, na véspera, um morto em Portugal, uma mulher desaparecida no sul espanhol e provocou numerosos desalojamentos preventivos.
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“Na quinta-feira continuará chovendo na Andaluzia. Isso ocorrerá com menor intensidade, embora os volumes de chuva continuem aumentando em áreas já muito saturadas”, indicou nesta quinta-feira, em sua conta no Instagram, a Agência Estatal de Meteorologia (Aemet), que reduziu de vermelho para laranja os avisos de chuva, especialmente no sul do país.
Tempestade Leonardo perde força após provocar morte, desaparecimento e milhares de desalojamentos na Península Ibérica
AFP
As consequências da passagem de Leonardo, a sexta tempestade do ano, ainda são sentidas na Espanha. A Guarda Civil mantém as buscas por uma mulher que caiu, na véspera, em um rio cheio devido às chuvas, na província andaluza de Málaga.
— No fim da tarde de ontem, uma mulher caiu no rio Turvilla, no município de Sayalonga, e estamos procurando por ela. Ela estava com outra mulher, que foi quem nos avisou — afirmou à AFP um porta-voz da Guarda Civil espanhola.
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As aulas foram retomadas em grande parte da Andaluzia, mas seguem suspensas nos pontos mais afetados pelo temporal, como a região da serra de Grazalema, em Cádiz, onde foram registradas grandes quantidades de chuva.
Também persistem interrupções em rodovias e no serviço ferroviário em vários trechos do sul, além de desalojamentos preventivos em algumas áreas, que chegaram a atingir 3.500 pessoas na véspera.
No vizinho Portugal, um homem de cerca de 60 anos foi arrastado pela correnteza de um rio ao tentar atravessar uma área inundada próxima a uma barragem na localidade de Serpa, no sudeste do país, segundo informou a Proteção Civil no início da noite.
A Península Ibérica está na linha de frente das mudanças climáticas e enfrenta, há anos, ondas de calor cada vez mais longas — que começam antes mesmo do verão — e episódios de chuvas intensas mais frequentes.
