Tem wifi na Lua? Entenda nova tecnologia que permite à Nasa divulgar imagens da missão espacial

 

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A missão espacial da Nasa Artemis II partiu na última quarta-feira (1) na primeira expedição tripulada em direção à Lua desde o programa Apollo, de 1972. Poucas horas depois de ter saído da órbita terrestre, os astronautas já enviaram novas imagens do planeta Terra. Com o decorrer da viagem, também foram publicadas fotos da Lua. Mas como os arquivos são enviados com a missão ainda em curso, a centenas de milhares de quilômetros?

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Até anos atrás, a Nasa usava um sistema de ondas de rádio para enviar as fotografias para a Terra. A radiofrequência também era utilizada para manter a comunicação com a expedição, enviando e recebendo dados para a base, nos Estados Unidos. Em 2024, no entanto, uma tecnologia até então inédita foi testada, transmitindo imagens por um sistema a laser bidirecional de ponta a ponta. Por um link, ele é capaz de enviar até 1,2 gigabits por segundo.

Como as as ondas de rádio têm uma banda maior, elas são menos eficientes e transmitem menos informações do que um sinal a laser. Este é o mesmo sistema pelo qual a Nasa recebe imagens de sondas não tripuladas. Elas também captam informações novas e importantes para os astrônomos.

Os arquivos também podem ser enviados e recebidos em diferentes momentos do dia, ou seja, posições de rotação da Terra. A Nasa possui uma rede chamada Deep Space Network (DSN), com instalações terrestres de comunicação para espaçonaves localizadas na Califórnia, em Madri e em Canberra, na Austrália. Dessa forma, a missão está sempre em contato com alguma base.