Técnico responsável por elevador pode ser indiciado após morte em montagem de palco do show da Shakira
O técnico responsável pela operação do elevador onde morreu um funcionário da montagem do palco da cantora Shakira pode ser indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O caso aconteceu no último domingo (26), quando o serralheiro Gabriel de Jesus Firmino, de 28 anos, fazia a soldagem de uma peça entre dois elevadores. Segundo as investigações preliminares da Polícia Civil, os elevadores que estavam sendo montados não contava com um botão de pânico, item essencial pra interrupção imediata em casos de risco.
O funcionário teria relatado que a vítima tinha dado um comando pra que o equipamento fosse movimentado, momento em que Gabriel acabou esmagado entre as estruturas.
De acordo com o delegado Ângelo Lages, responsável pela investigação, ainda que não houvesse a intenção de matar, a conduta do outro técnico pode ser responsabilizada.
"A gente pretende avançar no sentido de entender se o que aconteceu foi um acidente ou um homicídio culposo. Haviam dois operadores ali, ele que estava soldando o serralheiro, ele teria dado comando para um outro funcionário dessa empresa, mandando subir o equipamento, o equipamento subiu e acabou esmagando. Embora não houvesse a intenção de matá-lo, por inobservância de uma regra técnica, talvez ele veio a morrer".
Além disso, no momento do acidente, o técnico operava o painel a cerca de 25 metros de distância de Gabriel. A visibilidade e a comunicação direta podem ter sido comprometidas por essa configuração.
O Conselho Regional de Engenharia autuou a empresa responsável pelos elevadores por falta de registro e de responsável técnico habilitado.
O conselho também solicitou à produtora do evento a lista de empresas e profissionais envolvidos na montagem.
Os investigadores ainda aguardam o laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, dos perito do IML e novos depoimentos que devem ser prestados ainda nesta quarta-feira (29).
