'Tech neck': entenda o hábito com celular que pode marcar o pescoço cada vez mais cedo

 

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Se você já notou linhas no pescoço mesmo sem sinais evidentes de envelhecimento no rosto, isso não é necessariamente coincidência. O uso constante do celular tem sido associado a um novo padrão estético, que surge cada vez mais cedo e já chama a atenção de médicos e pacientes.

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Antes associadas ao envelhecimento natural, as rugas no pescoço passaram a surgir também como consequência de um hábito cotidiano: olhar para baixo por longos períodos ao longo do dia. Esse movimento repetido faz com que a pele dobre sempre nos mesmos pontos. Com o tempo, essas marcas deixam de ser temporárias e se tornam permanentes.

O fenômeno, conhecido como "tech neck", chama atenção não apenas pelo impacto estético, mas pela sua origem. Diferentemente das rugas tradicionais, ele está ligado à repetição de movimentos, o que influencia tanto sua evolução quanto as estratégias de tratamento.

Esse novo padrão já se reflete na busca por procedimentos estéticos. O foco, antes concentrado principalmente no rosto, passa a incluir regiões como o pescoço, onde a pele é mais fina e, portanto, mais suscetível a marcas.

Para o médico Roberto Chacur, da Harmonize Gold, marca brasileira de bioestimuladores de colágeno, esse cenário já é recorrente nos consultórios. "Estamos vendo um padrão novo de envelhecimento, que não está necessariamente ligado à idade, mas à repetição de movimentos. São pacientes mais jovens, com linhas marcadas no pescoço surgindo muito antes do esperado", afirma.

Segundo ele, esse tipo de alteração exige uma abordagem diferente. "Não adianta pensar apenas em correção superficial. O tratamento precisa atuar na estrutura da pele. Uma das principais soluções hoje são os bioestimuladores de colágeno, que ajudam a recuperar a firmeza e melhorar a qualidade da pele de forma progressiva", explica.

A mudança também se reflete no comportamento dos pacientes, que passaram a observar mais sinais precoces, muitas vezes associados a hábitos do dia a dia e não exclusivamente ao envelhecimento natural.

Para a médica e CEO das clínicas Leger, Nívea Bordin Chacur, esse movimento confirma uma mudança de percepção. "Hoje existe uma busca maior por tratar a qualidade da pele nessas regiões, e os bioestimuladores costumam ser associados a outras abordagens, dependendo de cada caso", explica. "O foco deixou de ser apenas corrigir e passou a ser manter a pele com mais qualidade ao longo do tempo", conclui.